Tempo em Setúbal

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sábado, 11 de dezembro de 2010

Provérbios relacionados com a chuva

Aqui fica uma compilação de 65 provérbios para assinalar o regresso do tempo chuvoso:

A chuva de Agosto apressa o mosto
Abril chove para os homens e Maio para as bestas
Ar de rola, chover de tola
Arco-íris contra a serra, chuva na terra; arco-íris contra o mar, tira os bois e põe-te a lavrar
Aurora ruiva, ou vento ou chuva
Boa noite após mau tempo, traz depressa chuva ou vento
Céu pardacento, ou chuva ou vento
Chovam trinta Maios, mas não chova em Junho
Chove tanto, que até os burros bebem de pé
Chove, chove, choverá; quem estiver em casa alheia de vergonha sairá
Chuva com pedra, telhado novo
Chuva da Ascensão dá pão
Chuva de Agosto, apressa o mosto
Chuva de Fevereiro, vale por estrume
Chuva de Levante, não deixa coisa constante
Chuva de sábado, nunca acaba
Chuva de São João, tira o vinho e o azeite e não dá pão
Chuva do Norte, não molha capote
Chuva em Janeiro e sem frio, vai dar riqueza ao Estio
Chuva fina por Santo Agostinho é como se chovesse vinho
Chuva junhal, fome geral
Chuva miúda e neve aturada, são bom alimento de terra lavrada
Chuvas na Ascensão, das palhinhas fazem pão
De Todos os Santos ao Advento, nem muita chuva nem muito vento
De Todos os Santos ao Natal, bom é chover e melhor nevar
Do Norte se a chuva é grossa o vento é fraco
É mau de contentar quem quer sol na eira e chuva no nabal
Em Março, cada dia chove um pedaço
Espirro de bode é sinal de chuva
Está a chover e a fazer sol e a raposa a encher o fole
Geada na lama, chuva na cama
Há sol que rega e chuva que seca
Lágrimas de noiva são como chuva que alegra e não dura
Lágrimas de sermão e chuva de trovoada caem na terra e não valem nada
Lua à tardinha com anel, dá chuva à noite a granel
Manhã ruiva ou vento ou chuva
Março chove cada dia o seu pedaço
Mondar a chover é dinheiro a perder
Não tenhas medo ao frio nem à geada, senão à chuva porfiada
Nuvens ao nascente, chuva de repente
Páscoa molhada, chuva abençoada
Passa o vento, fica a chuva
Quando chove e faz sol, alegre está o pastor
Quando chove em Agosto, chove mel e mosto
Quando chove na Ascensão, até as pedrinhas dão pão
Quando Deus quer, de cima chove
Quando não chove em Fevereiro, nem bom prado, nem bom centeio
Quando os porcos bailam, adivinham chuva
Quem anda à chuva, molha-se
Relâmpagos ao norte, vento forte; se do sul vem, chuva também
Ruivas ao nascente, chuva de repente
Ruivas de manhã, chuva pela tarde, ruivas de tarde, sol pela manhã
Sábados a chover e bêbados a beber, ninguém os pode vencer
Santa Tecla tem capelo, venta logo ou chove cedo
Se chove, chuva, se neva, neve, que se não há vento, não faz mau tempo
Se vem chuva e depois vento, põe-te em guarda e toma tento
Sol de Inverno e chuva de Verão, não me enganarão
Sol na eira, chuva nas couves
Sol na eira, chuva no nabal
Tanta chuva pelas Candeias, tantas abelhas para as colmeias
Tempo traz tempo e chuva traz vento
Trovão longe, chuva perto
Vento de Março e chuva de Abril, vinho a florir
Vento suão, chuva na mão: de Inverno sim, de Verão não
Vermelho ao nascente, chuva de repente

Fontes:
Diciopédia (Porto Editora) e Provérbios Portugueses, de António Moreira (Editorial Notícias)
http://palavrascruzadas-paulofreixinho.blogspot.com/search/label/Prov%C3%A9rbios 

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 http://www.invirtus.net/in/story.php?title=prov%E9rbios-relacionados-com-a-chuva
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domingo, 16 de maio de 2010

Vive sem horas -Ricardo Reis

Poema

Vive sem Horas
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Vive sem horas. Quanto mede pesa,
E quanto pensas mede.
Num fluido incerto nexo, como o rio
Cujas ondas são ele,
Assim teus dias vê, e se te vires
Passar, como a outrem, cala.

Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa

Data: 2008/09/03 06:43
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http://citador.pt/poemas.php?op=10&refid=200809030643.
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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Só de Restos se Consagra o Tempo - Orlando Neves

Poema

Só de Restos se Consagra o Tempo  
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Só de restos se consagra o tempo, força
cerrada na inutilidade destas
cores campestres, quando o sol em Novembro
escurece os sobreiros. Só de restos me
espera a cerimónia de viver,
trânsito e transigência do silêncio,
ocultado no meu corpo. Só de restos
o trespassa o tempo, máscara e manto. Morro
muito antes da morte, sem saber se os anjos
foram gaivotas hirtas no piedoso
musgos dos rios ou se hão-de ser maçãs
ou ciência, loendros ou lembrança,
inocentes, lúcidos sonos ou oblata
de seda, a deus cedida, em pagamento
da paz. Só do que chega ao fim, se corrompe
e apodrece, se imagina o princípio,
a majestade das coisas, o silêncio
irrevelado que o corpo desconhece.
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Orlando Neves, in "Mar de que Futuro"

Data: 2008/10/20 02:11
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Quão Breve Tempo é a Mais Longa Vida - Ricardo Reis

Poema

Quão Breve Tempo é a Mais Longa Vida

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Quão breve tempo é a mais longa vida
E a juventude nela! Ah!, Cloe, Cloe,
Se não amo nem bebo,
Nem sem querer não penso,
Pesa-me a lei inimplorável, dói-me
A hora invicta, o tempo que não cessa,
E aos ouvidos me sobe
Dos juncos o ruído
Na oculta margem onde os lírios frios
Da ínfera leiva crescem, e a corrente
Não sabe onde é o dia,
Sussurro gemebundo.

Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A Minha Hora - Saúl Dias

Poema

A Minha Hora
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Que horas são? O meu relógio está parado,
Há quanto tempo!...
Que pena o meu relógio estar parado
E eu não poder marcar esta hora extraordinária!
Hora em que o sonho ascende, lento, muito lento,
Hora som de violino a expirar... Hora vária,
Hora sombra alongada de convento...

Hora feita de nostalgia
Dos degredados...
Hora dos abandonados
E dos que o tédio abate sem cessar...
Hora dos que nunca tiveram alegria,
Hora dos que cismam noite e dia,
Hora dos que morrem sem amar...

Hora em que os doentes de corpo e alma,
Pedem ao Senhor para os sarar...
Hora de febre e de calma,
Hora em que morre o sol e nasce o luar...
Hora em que os pinheiros pela encosta acima,
São monges a rezar...

Hora irmã da caridade
Que dá remédio aos que o não têm...
Hora saudade...
Hora dos Pedro Sem...
Hora dos que choram por não ter vivido,
Hora dos que vivem a chorar alguém...

Hora dos que têm um sonho águia mas... ai!
Águia sem asas para voar...
Hora dos que não têm mãe nem pai
E dos que não têm um berço p'ra embalar...
Hora dos que passam por este mundo,
De olhos fechados, a sonhar...

Hora de sonhos... A minha hora
- 'Stertor's de sol, vagidos de luar -
Mas... ai! a lua lá vem agora...
- Senhora lua, minha senhora,
Mais um minuto para a minha hora,
Mais um minuto para sonhar...

Saúl Dias, in "Dispersos (Primeiros Poemas)"

Data: 2008/10/13 02:15
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http://citador.pt/poemas.php?op=10&refid=200810130215
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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Eu não Quero o Presente, Quero a Realidade - Alberto Caeiro

Poema

Eu não Quero o Presente, Quero a Realidade
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Vive, dizes, no presente,
Vive só no presente.

Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede.

O que é o presente?
É uma cousa relativa ao passado e ao futuro.
É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem.
Eu quero só a realidade, as cousas sem presente.

Não quero incluir o tempo no meu esquema.
Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas
                         como cousas.

Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.

Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.

Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.
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Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa

Data: 2008/09/03 08:11
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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Paisagens de Inverno - Camilo Pessanha


Camilo Pessanha (postcard, 1915)

Poema

I

Ó meu coração, torna para trás.
Onde vais a correr, desatinado?
Meus olhos incendidos que o pecado
Queimou! o sol! Volvei, noites de paz.
Vergam da neve os olmos dos caminhos.
A cinza arrefeceu sobre o brasido.
Noites da serra, o casebre transido...
Ó meus olhos, cismai como os velhinhos.
Extintas primaveras evocai-as:
_ Já vai florir o pomar das maceiras.
Hemos de enfeitar os chapéus de maias._
Sossegai, esfriai, olhos febris.
_ E hemos de ir cantar nas derradeiras
Ladainhas...Doces vozes senis..._

II

Passou o outono já, já torna o frio...
_ Outono de seu riso magoado.
llgido inverno! Oblíquo o sol, gelado...
_ O sol, e as águas límpidas do rio.
Águas claras do rio! Águas do rio,
Fugindo sob o meu olhar cansado,
Para onde me levais meu vão cuidado?
Aonde vais, meu coração vazio?
Ficai, cabelos dela, flutuando,
E, debaixo das águas fugidias,
Os seus olhos abertos e cismando...
Onde ides a correr, melancolias?
_ E, refratadas, longamente ondeando,
As suas mãos translúcidas e frias...

Camilo Pessanha, in 'Clepsidra'

Data: 2008/09/09 01:03
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http://citador.pt/poemas.php?op=10&refid=200809120208
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terça-feira, 27 de abril de 2010

Duração - Carlos Drummod de Andrade

Poema

Duração
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  O tempo era bom? Não era
O tempo é, para sempre.
A hera da antiga era
roreja incansavelmente.

Aconteceu há mil anos?
Continua acontecendo.
Nos mais desbotados panos,
estou me lendo e relendo.

Tudo morto, na distância
que vai de alguém a si mesmo?
Vive tudo, mas sem ânsia
de estar amando e estar preso.

Pois tudo enfim se liberta
de ferros forjados no ar.
A alma sorri, já bem perto,
da raiz mesma do ser.

Carlos Drummond de Andrade, in 'As Impurezas do Branco'

Data: 2008/09/12 02:08
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.http://citador.pt/poemas.php?op=10&refid=200809120208
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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Liberdade - Sophia de Mello Breyner



Aqui nesta praia onde

Não há nenhum vestígio de impureza,

Aqui onde há somente

Ondas tombando ininterruptamente,

Puro espaço e lúcida unidade,

Aqui o tempo apaixonadamente

Encontra a própria liberdade.

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http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/SophiaMBreyner.htm#Liberdade

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Apocalipse - Fiama Hasse Pais Brandão

Poema



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Quando passa o tempo, as coisas
retornam aos elementos. E as cria-
turas. Para a transformação
final. Mas nem o fim
permanece. O cardume dos lagos
que morre embranquecido
por fim é de água. Os boquilobos
multicolores na beira das áleas
caem na terra e são terra. 

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Fiama Hasse Pais Brandão, in "Três Rostos - Ecos"

Data: 2008/10/15 00:12
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Blog O Citador
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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Tempo - Miguel Torga

Poema

Tempo  
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.Tempo — definição da angústia.
Pudesse ao menos eu agrilhoar-te
Ao coração pulsátil dum poema!
Era o devir eterno em harmonia.
Mas foges das vogais, como a frescura
Da tinta com que escrevo.
Fica apenas a tua negra sombra:
— O passado,
Amargura maior, fotografada.

Tempo...
E não haver nada,
Ninguém,
Uma alma penada
Que estrangule a ampulheta duma vez!

Que realize o crime e a perfeição
De cortar aquele fio movediço
De areia
Que nenhum tecelão
É capaz de tecer na sua teia!
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Miguel Torga, in 'Cântico do Homem'

Data: 2008/10/08 03:07
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http://www.citador.pt/poemas.php?op=10&refid=200810080307
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sábado, 17 de abril de 2010

Os Ombros Suportam o Mundo - Carlos Drummond de Andrade



Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
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Carlos Drummond de Andrade
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.http://www.pensador.info/poemas_sobre_o_tempo/
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Tempo de Poesia « António Gedeão



Todo o tempo é de poesia

Desde a névoa da manhã
à névoa do outo dia.

Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia

Todo o tempo é de poesia

Entre bombas que deflagram.
Corolas que se desdobram.
Corpos que em sangue soçobram.
Vidas qua amar se consagram.

Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria.

Todo o tempo é de poesia.

Desde a arrumação ao caos
à confusão da harmonia.
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http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/antonio_gedeao/tempo_poesia.html
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Dia - Octávio Paz

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.Poema

Dia
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De que céu caído,
oh insólito,
imóvel solitário na onda do tempo?
És a duração,
o tempo que amadurece
num instante enorme, diáfano:
flecha no ar,
branco embelezado
e espaço já sem memória de flecha.
Dia feito de tempo e de vazio:
desabitas-me, apagas
meu nome e o que sou,
enchendo-me de ti: luz, nada.

E flutuo, já sem mim, pura existência.

Octavio Paz, in "Liberdade sob Palavra"
Tradução de Luis Pignatelli

Data: 2008/11/10 05:01
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http://www.citador.pt/poemas.php?op=10&refid=200811100501
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quarta-feira, 10 de março de 2010

'''°º• Feя - Madeira - Choro-te


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365asantos



Tempo
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Com o passar do tempo...

Nós esquecemos...

Com o passar do tempo...

Você me esquece...

Com o passar do tempo...

Eu te esqueço...

Com o passar do tempo...

Tudo se acaba...

Com o passar do tempo...

Apenas recordação ...

Com o passar do tempo...

O tempo passou...e acabou.
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(Autor Halma Guerreira)

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http://meucantinhodaspoesias.blogspot.com/2009/10/tempo.html
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

sábado, 6 de junho de 2009

O Tempo da Vida

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Desejo-te Tempo!
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Não te desejo um presente qualquer,
Desejo-te somente aquilo que a maioria não tem.
Desejo-te tempo, para te divertires e para sorrir;
Desejo-te tempo para que os obstáculos sejam sempre superados
E muitos sucessos comemorados.
Desejo-te tempo, para planear e realizar,
Não só para ti, mas também para os outros.
Desejo-te tempo, não para ter pressa e correr,
Desejo-te tempo para te encontrares,
Desejo-te tempo, não só para passar ou vê-lo no relógio,
Desejo-te tempo, para que fiques;
Tempo para te encantares e tempo para confiares em alguém.
Desejo-te tempo para tocares as estrelas,
E tempo para crescer e amadurecer.
Desejo-te tempo para aprender e acertar,
Tempo para recomeçar, se fracassares...
Desejo-te tempo também para poder voltar atrás e perdoar.
Desejo-te tempo, para ter novas esperanças e para amar.
Não faz mais sentido protelar.
Desejo-te tempo para ser feliz.
Para viver cada dia, cada hora como um presente.
Desejo-te tempo, tempo para a vida.
Desejo-te tempo. Muito TEMPO!

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Autor não identificado
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Remetido por Maria Mamede em
sáb 06-06-2009 08:27
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domingo, 31 de maio de 2009

Dali e a Memória

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A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA 1931
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Este quadro tão pequeno (24x33cm) é provavelmente a mais conhecida de todas as obras de Dali. A flacidez dos relógios dependurados e escorregando mostram uma preocupação humana, com o tempo e a memória. O próprio Dali está presente, na forma da cabeça adormecida que já apareceu em outros quadros. Segundo ele, a idéia do quadro ocorreu e como a paisagem já estava pronta, levou apenas 2 horas para realizá-lo. Quando Gala, voltou do cinema e viu o quadro, previu que quem visse este quadro jamais o esqueceria.

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A DESINTEGRAÇÃO DA PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA 1952

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Na reelaboração do seu famoso Persistência da memória, Dali usou o espírito da desintegração nuclear. Um quadro simboliza a persistência e o outro a desintegração. Tudo está fragmentado em blocos geométricos; a maior parte da cena está sob a água, que Dali transformou numa espécie de pele, dependurada num galho.
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in http://www.rainhadapaz.g12.br/projetos/artes/dali
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Salvador Dalí's sculpture from the series "Profile of Time" (1977-84), with motive of La persistencia de la memoria
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Ver
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Persistence_of_Memory

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quarta-feira, 25 de março de 2009

Celtic calendar

The term Celtic calendar is used to refer to a variety of calendars used by Celtic-speaking peoples at different times in history.


Continental Celtic Calendar



The Gaulish Coligny calendar is possibly the oldest Celtic solar/lunar ritual calendar. It was discovered in Coligny, France, and is now on display in the Palais des Arts Gallo-Roman museum, Lyon. It dates from the 1st century BC, when the Roman Empire imposed use of the Julian Calendar in Roman Gaul. The calendar is made up of bronze fragments, in a single huge plate. It is inscribed in Gaulish with Latin characters and uses roman numerals.


The Coligny Calendar is an attempt to reconcile both the cycles of the moon and sun, as is the modern Gregorian calendar. However, the Coligny calendar considers the phases of the moon to be important, and each month always begins with the same moon phase. The calendar uses a mathematical arrangement to keep a normal 12 month calendar in sync with the moon and keeps the whole system in sync by adding an extra month every 2 1/2 years. The Coligny calendar registers a five-year cycle of 62 lunar months, divided into a "bright" and a "dark" fortnight (or half a moon cycle) each. The months were possibly taken to begin at full moon, and a 13th intercalary month was added every two and a half years to align the lunations with the solar year.


The astronomical format of the calendar year that the Coligny calendar represents may well be far older, as calendars are usually even more conservative than rites and cults. The date of its inception is unknown, but correspondences of Insular Celtic and Continental Celtic calendars suggest that some early form may date to Proto-Celtic times, roughly 800 BC. The Coligny calendar achieves a complex synchronization of the solar and lunar months. Whether it does this for philosophical or practical reasons, it points to considerable degree of sophistication.


Medieval Irish and Welsh calendars

Among the Insular Celts, the year was divided into a light half and a dark half. As the day was seen as beginning at sunset, so the year was seen as beginning with the arrival of the darkness, at Samhain, the first of November. The light half of the year started at Bealtaine, the first of May. This observance of festivals beginning the evening before the festival day is still seen in the celebrations and folkloric practices among the Gaels, such as the traditions of Oíche Shamhna (Samhain Eve) among the Irish and Oidhche Shamhna among the Scots.[1][2]


Julius Caesar said in his Gallic Wars: "[the Gaulish Celts] keep birthdays and the beginnings of months and years in such an order that the day follows the night." Although Caesar says "at night" he specifically does not say "sunset" so we do not know how much the Gauls' differed from our own method of counting from midnights. Longer periods were reckoned in nights, as in the surviving term "fortnight."


Calendar terms in Celtic languages

Term Proto-Celtic Irish Scottish Gaelic Manx Welsh Cornish Breton
Year *bl(e)id-anī- blian bliadhna blein blwydd, blwyddyn bledhen bloavezh, bloaz
Season séasúr ráithe, séasúr ràith imbagh tymor, pryd séson koulz-amzer
Winter *gajamo geimhreadh geamhradh geurey gaeaf gwaf goañv
Spring *φerrāko earrach earrach arragh gwanwyn gwaynten nevezamzer
Summer *samo samhradh samhradh sourey haf haf hañv
Autumn *kento-gijamo fómhar foghar fouyr hydref kynyaf diskar-amzer


In Neopaganism



In some Neopagan religions, a "Celtic calendar" loosely based on that of Medieval Ireland is observed for purposes of ritual. Adherents of Reconstructionist traditions may celebrate the four Gaelic festivals of Samhain, Imbolc, Beltane and Lughnassadh.[3][4]


Some eclectic Neopagans, such as Wiccans, combine the Gaelic fire festivals with solstices and equinox celebrations derived from non-Celtic cultures to produce the modern, Wiccan Wheel of the Year.[5] Some eclectic Neopagans are also influenced by Robert Graves's fictional "Celtic Tree Calendar", which has no foundation in historical calendars or actual ancient Celtic Astrology.[6]


See also

References



  1. ^ Danaher, Kevin (1972) The Year in Ireland: Irish Calendar Customs Dublin, Mercier. ISBN 1-85635-093-2 pp.200-229
  2. ^ McNeill, F. Marian (1961) The Silver Bough, Vol. 3. William MacLellan, Glasgow p.11-42
  3. ^ Bonewits, Isaac (2006) Bonewits's Essential Guide to Druidism. New York, Kensington Publishing Group ISBN 0-8065-2710-2. pp.134
  4. ^ McColman, Carl (2003) Complete Idiot's Guide to Celtic Wisdom. Alpha Press ISBN 0-02-864417-4. pp.12, 51
  5. ^ Hutton, Ronald (1991) The Pagan Religions of the Ancient British Isles: Their Nature and Legacy. Oxford, Blackwell ISBN 0-631-18946-7 p.337
  6. ^ Hutton (1991) pp.145


Further reading



  • Brennan, Martin, 1994. The Stones of Time: Calendars, Sundials, and Stone Chambers of Ancient Ireland. Rochester, Vermont: Inner Traditions

External links



Ilusionismo Quadrilátero

ILUSIONISMO
.

* Victor Nogueira .
.
Ele há um tempo p’ra tudo na vida
Cantando hora, minuto, segundo;
Por isso sempre existe uma saída
Enquanto nós estivermos neste mundo.
.
Há um tempo para não fenecer
Há mar, sol, luar e aves com astros
Há uma hora p'ra amar ou morrer
E tempo para não se ficar de rastos.
.
P'ra isso e' preciso sabedoria
Em busca dum bom momento, oportuno,
Com ar, bom vinho, pão e cantoria,
Sem se confundir a nuvem com Juno.
.
1991.08.11 - SETUBAL