Tempo em Setúbal

domingo, 15 de abril de 2012

Eddie Higgins Trio ~ You must believe in spring


.
Enviado por  em 22/11/2009

Raymond Chandler, Robert P Parker - A Morte Veste de Seda (Poodle Springs)



Poodle Springs: Raymond Chandler’s “Lost” Novel

“She was dead right, of course, and I was dead wrong. But I didn’t feel wrong. I just felt sore. If she had called up half an hour earlier I might have been sore enough to beat the hell out of Steinitz—except that he had been dead for fifty years and the chess game was out of a book.”
Raymond Chandler

Philip Marlowe, chess-loving paladin lost in the smog and seediness of Los Angeles, is in trouble. But then, he’s always in trouble. As his creator, the great mysterian Raymond Chandler, wrote, “Trouble is his business.”

When Chandler died on March 26, 1959, half a dozen classic procedurals behind him—books that would define how California gumshoes are supposed to behave, and that have yet to be bettered—he left four first-draft chapters of the mystery novel that would become Poodle Springs, published 30 years after his death, in 1989. Those 40 or so typescript pages introduced one of the trouble-prone Marlowe’s oddest predicaments yet: Chandler had him newly married to Linda Loring, the hard, pampered temptress of what is arguably his greatest novel, The Long Goodbye. (“If you think that my father is that kind of man,” she growls to Marlowe therein, “and if you go around broadcasting the kind of thoughts you have just expressed to me, your career in this city in your business or in any business is apt to be extremely short and terminated very suddenly.”)
Linda has come into a fat inheritance courtesy of dear old dad and has whisked Marlowe, the quintessential working-class stiff, off to live in idle poolside splendor. But Marlowe can’t sit still, and on their first day in “Poodle Springs”—Palm Springs, California, that is, so called for the spit-curled little dogs favored by the town’s rich denizens—we find him setting up shop as a private detective, with a local crook as his first client.

poodle-springs.jpeg

Chandler got no farther with his story, leaving the reader with another mystery entirely: what could the author have meant by marrying off his protagonist to a woman who had brought him so much trouble in the past? In a letter written in 1958, Chandler remarked, “I don’t know whether the marriage will last or whether [Marlowe] will walk out of it or get bounced. Of course I have to have a murder and some violence and some trouble with the cops.” What role Chandler’s Linda would have played in the mayhem Chandler was likely contemplating we will never know, although one suspects that she would have engineered a spectacular double-cross at the very least, no doubt terminating Marlowe’s career as husband suddenly and severely.
Robert Parker, the creator of the popular “Spenser” detective series, who now writes an entertaining occasional blog, was called on to fill in the blanks. He added a couple of hundred pages of Chandleresque prose to the master’s bare outline, crafting a seamless tale that preserves the original author’s voice, with its wonderful hardboiled asides (“she looked at me like a cat looks at a fish”), cynicism, throwaway period sexism (Marlowe to Linda: “You’re beautiful when you think”), and brilliant non sequiturs (“I finished my drink and poured another one. There were no Gila monsters in sight, but you never knew”).
Parker is a man of our time, not Chandler’s, and his story takes modern twists. Still, it stays on familiar ground, setting Marlowe against the usual run of gangsters, crooked cops, fourth-rate Hollywood hustlers, pornographers, good girls gone bad, and innocent proletarians caught up in the sick games of the rich. (The Long Goodbye: “Newspapers are owned and published by rich men. Rich men all belong to the same club. Sure, there’s competition—hard, tough competition for circulation, for newsbeats, for exclusive stories. Just so long as it doesn’t damage the prestige and privilege and position of the owners. If it does, down comes the lid.” Take that, Rupert Murdoch!)
The Chandler/Parker collaboration makes a grand treat for fans of West Coast noir, who have had to make do without Marlowe by way of Chandler for half a century now, and it’s a book well worth revisiting—and, for that matter, bringing back into print.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Raymond Candler - Imenso Adeus


27 DE JULHO DE 2011Coleccionador Vampiro

101 - Raymond Chandler: O imenso adeus


Numero: 101
Titulo: O imenso adeus
Autor: Raymond Chandler
Titulo Original: The long goodbye
Tradutor: Mário Henrique Leiria
Capa: Cândido Costa Pinto

"A primeira vez que vi o Terry Lennox estava ele perdido de bêbedo dentro de um Rolls Royce último modelo estacionado à entrada do terraço do Dancers Club. O guarda do parque trouxera o carro até à entrada e segurava a porta porque o pé esquerdo de Terry Lennox ainda balouçava no exterior, como se ele se estivesse esquecido de que o tinha. Tinha uma cara jovem, mas o cabelo era branco como papel. Pelos olhos reconhecia-se que estava bêbedo até aos cabelos, mas de resto tinha um aspecto igual ao de qualquer outro tipo simpático vestindo um «smoking» e tendo gasto mais do que devia numa casa que existe precisamente para esse fim"... 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Hartley Howard: A cinco horas da morte

Coleccionador Vampiro

186 - Hartley Howard: A cinco horas da morte


Numero: 186
Titulo: A cinco horas da morte
Autor: Hartley Howard
Titulo Original: Bowman on Broadway
Tradutor: Mascarenhas Barreto
Capa: Lima de Freitas

"Um destes dias, ainda acabo por largar este oficio! Não oferece o mínimo futuro. Em primeiro lugar, um tipo que acaba de festejar o trigésimo sétimo aniversário deve compreender que o trabalho e o sentimento não são compatíveis, sobretudo quando se trata deste género de trabalho; e, em segundo lugar, que, se continuo a ser sentimental, terei de aprender a tocar harpa, pois precisarei disso para responder às perguntas de São Pedro, quando me apresentar à porta do Paraíso"... 

domingo, 8 de abril de 2012

sábado, 7 de abril de 2012

Georges Simenon: Maigret e a morte do perna-de-pau


Coleccionador Vampiro

418 - Georges Simenon: Maigret e a morte do perna-de-pau


Numero: 418
Titulo: Maigret e a morte do perna-de-pau
Autor: Georges Simenon
Titulo Original: Félicie est là
Tradutor: Paulo de Mello Barreto
Capa: A. Pedro
 
"Foi um segundo absolutamente extraordinário, visto que, provavelmente, não durou mais do que um segundo, como nos asseguram acontecer com alguns sonhos curtos que nos parecem muito mais longos.
.
Anos mais tarde, Maigret poderia mostrar o local exacto onde aquilo se produzira, o sítio do passeio onde tivera os pés, a pedra da fachada em que se projectava a sua sombra e poderia até reconstituir não só os mínimos pormenores do cenário mas também reencontrar o odor esparso, as vibrações do ar que lhe retransmitiam o sabor de uma recordação da sua infância"...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Georges Simenon: Um Natal de Maigret


Coleccionador Vampiro

426 - Georges Simenon: Um Natal de Maigret


Numero: 426
Titulo: Um Natal de Maigret
Autor: Georges Simenon
Titulo Original: Un Noel de Maigret
Tradutor: Paulo de Mello Barreto
Capa: A. Pedro

"Era sempre a mesma coisa. Ao deitar-se, Maigret suspirava, prometendo:

- Amanhã, deixo-me ficar na cama até tarde.
.
E Madame Maigret parecia acreditá-lo, como se todos os anos, passados juntos, nada lhe tivessem ensinado; como se não soubesse que não podia ligar importância aquelas frases que o marido proferia com uma intenção jamais materializada"...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Raymond Chandler: Perdeu-se uma mulher (Perdeu-se uma mulher)


Coleccionador Vampiro


118 - Raymond Chandler: Perdeu-se uma mulher


Numero: 118
Titulo: Perdeu-se uma mulher
Autor: Raymond Chandler
Titulo Original: Farewell, my lovely
Tradutor: Mascarenhas Barreto
Capa: Lima de Freitas

"Estava num dos quarteirões mistos da Central Avenue, que ainda não são totalmente habitados por negros. Acabara de sair de uma barbearia com três cadeiras onde uma agência de detectives supunha que um tal Dimitrios Aleidis, desertor conjugal, trabalhava. Era uma caso de pouca importância. Sua mulher dizia estar disposta a gastar algum dinheiro para conseguir fazê-lo voltar para casa.

Nunca o encontrei e Mrs. Aleidis nunca chegou a pagar-me fosse o que fosse"...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

domingo, 1 de abril de 2012

Harry Carmichael: Círios para os mortos


Coleccionador Vampiro

345 - Harry Carmichael: Círios para os mortos


Numero: 345
Titulo: Círios para os mortos
Autor: Harry Carmichael
Titulo Original: Candles for the dead
Tradutor: Fernanda Pinto Rodrigues
Capa: Manuel Dias

"O voo 173, de Estocolmo, chegou a Heathrow às 20.15 h. do dia 31 de Outubro. Depois de David Breame passar pelo Controlo da Imigração e recolher a sua bagagem, faltava quase um quarto para as nove.

Só muito raramente regressava a Londres, vindo do continente, trazendo alguma coisa sujeita ao pagamento de direitos. Por isso, obedecendo ao hábito, juntou-se ao grupo de recém-chegados que metiam pela Passagem Verde, onde dois funcionários da Alfândega viam, com aparente indiferença, passar a fila de passageiros"...

Ilusionismo Quadrilátero

ILUSIONISMO
.

* Victor Nogueira .
.
Ele há um tempo p’ra tudo na vida
Cantando hora, minuto, segundo;
Por isso sempre existe uma saída
Enquanto nós estivermos neste mundo.
.
Há um tempo para não fenecer
Há mar, sol, luar e aves com astros
Há uma hora p'ra amar ou morrer
E tempo para não se ficar de rastos.
.
P'ra isso e' preciso sabedoria
Em busca dum bom momento, oportuno,
Com ar, bom vinho, pão e cantoria,
Sem se confundir a nuvem com Juno.
.
1991.08.11 - SETUBAL