Tempo em Setúbal

Mostrar mensagens com a etiqueta Vinícius de Morais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vinícius de Morais. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

MARIA BETHÂNIA - tarde em Itapuã


.

Enviado por  em 24/09/2010
Lindíssima música do Toquinho e Vinícius na voz da Maria Bethânia
.
Tarde Em Itapoã 
Maria Bethânia 
Composição: Vinicius De Morais 

Um velho calção de banho 
o dia pra vadiar 
Um mar que não tem tamanho 
e um arco-íris no ar 
Depois, na Praça Caymmi 
sentir preguiça no corpo 
e numa esteira de vime 
beber uma água de coco, é bom 
Passar uma tarde em Itapuã 
ao sol que arde em Itapuã 
ouvindo o mar de Itapuã 
falar de amor em Itapuã 

Enquanto o mar inaugura 
Um verde novinho em folha 
Argumentar com doçura 
Com uma cachaça de rolha 
E com olhar esquecido 
No encontro de céu e mar 
Bem devagar ir sentindo 
A terra toda rodar, é bom 
Passar uma tarde em Itapuã 
Ao sol que arde em Itapuã 
Ouvindo o mar de Itapuã 
Falar de amor em Itapuã 

Depois sentir o arrepio 
Do vento que a noite traz 
E o diz-que-diz-que macio 
Que brota dos coqueirais 
E nos espaços serenos 
Sem ontem nem amanhã 
Dormir nos braços morenos 
Da lua de Itapuã, é bom 
Passar uma tarde em Itapuã 
Ao sol que arde em Itapuã 
Ouvindo o mar de Itapuã 
Falar de amor em Itapuã 
Passar uma tarde em Itapuã 
Ao sol que arde em Itapuã 
Ouvindo o mar de Itapuã 
Falar de amor em Itapuã.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Vinicius De Moraes e Toquinho - Para Viver Um Grande Amor


.

Enviado por  em 05/04/2009
Vinicius De Moraes e Toquinho - Para Viver Um Grande Amor

.

Para Viver Um Grande Amor

.
.
Eu não ando só
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia
Falado
Para viver um grande amor, preciso
É muita concentração e muito siso
Muita seriedade e pouco riso
Para viver um grande amor
Para viver um grande amor, mister
É ser um homem de uma só mulher
Pois ser de muitas - poxa! - é pra quem quer
Nem tem nenhum valor
Para viver um grande amor, primeiro
É preciso sagrar-se cavalheiro
E ser de sua dama por inteiro
Seja lá como for
Há de fazer do corpo uma morada
Onde clausure-se a mulher amada
E postar-se de fora com uma espada
Para viver um grande amor
Cantado
Eu não ando só,
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia
Falado
Para viver um grande amor direito
Não basta apenas ser um bom sujeito
É preciso também ter muito peito
Peito de remador
É sempre necessário ter em vista
Um crédito de rosas no florista
Muito mais, muito mais que na modista
Para viver um grande amor
Conta ponto saber fazer coisinhas
Ovos mexidos, camarões, sopinhas
Molhos, filés com fritas, comidinhas
Para depois do amor
E o que há de melhor que ir pra cozinha
E preparar com amor uma galinha
Com uma rica e gostosa farofinha
Para o seu grande amor?
Cantado
Eu não ando só
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia
Falado
Para viver um grande amor, é muito
Muito importante viver sempre junto
E até ser, se possível, um só defunto
Pra não morrer de dor
É preciso um cuidado permanente
Não só com o corpo, mas também com a mente
Pois qualquer "baixo" seu a amada sente
E esfria um pouco o amor
Há de ser bem cortês sem cortesia
Doce e conciliador sem covardia
Saber ganhar dinheiro com poesia
Não ser um ganhador
Mas tudo isso não adianta nada
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor!
Cantado
Eu não ando só
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia
.

domingo, 14 de agosto de 2011

É de manhã ~ Maria Bethania


.

Enviado por  em 06/10/2010
.
Vinicius de Moraes. Maria Bethania. Toquinho. ( É de manhã ) ''LA FUSA''.



É de manhã
É de madrugada, é de manhã
Não sei mais de nada, é de manhã
Vou ver meu amor

É de manhã
Vou ver minha amada, é de manhã
Flor da madrugada, é de manhã
Vou ver minha flor

Vou pela estrada
E cada estrela é uma flor

Mas a flor amada é mais que a madrugada
E foi por ela que o galo cocorocô...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O cemitério na madrugada - Vinícius de Morais



.
Às cinco da manhã a angústia se veste de branco
E fica como louca, sentada, espiando o mar...
É a hora em que se acende o fogo-fátuo da madrugada
Sobre os mármores frios, frios e frios do cemitério
E em que, embaladas pela harpa cariciosa das pescarias
Dormem todas as crianças do mundo.

Às cinco da manhã a angústia se veste de branco
Tudo repousa... e sem treva, morrem as últimas sombras...
É a hora em que, libertados do horror da noite escura
Acordam os grandes anjos da guarda dos jazigos
E os mais serenos cristos se desenlaçam dos madeiros
Para lavar o rosto pálido na névoa.

Às cinco da manhã... – tão tarde soube – não fora ainda uma visão
Não fora ainda o medo da morte em minha carne!
Viera de longe... de corpo lívido de amante
Do mistério fúnebre de um êxtase esquecido
Tinha-me perdido na cerração, tinha-me talvez perdido
Na escuta de asas invisíveis em torno...

Mas ah, ela veio até mim, a pálida cidade dos poemas
Eu a vi assim gelada e hirta, na neblina!
Oh, não eras tu, mulher sonâmbula, tu que eu deixei
Banhada do orvalho estéril da minha agonia
Teus seios eram túmulos também, teu ventre era uma urna fria
Mas não havia paz em ti!

Lá tudo é sereno... Lá toda a tristeza se cobre de linho
Lá tudo é manso, manso como um corpo morto de mãe prematura
Lá brincam os serafins e as flores, bimbalham os sinos
Em melodias tão alvas que nem se ouvem...
Lá gozam miríades de vermes, que às brisas matutinas
Voam em povos de borboletas multicolores...

Escuto-me falar sem receio; esqueço o amanhã distante
O vento traz perfumes inconfessáveis dos pinheiros...
Um dia morrerão todos, morrerão as amadas
E eu ficarei sozinho, para a hora dos cânticos exangues
Hei de colar meu ouvido impaciente às tumbas amigas
E ouvir meu coração batendo

Tu trazes alegria à vida, ó Morte, deusa humílima!
A cada gesto meu riscas uma sombra errante na terra
Sobre o teu corpo em túnica, vi a farândola das rosas e dos lírios
E a procissão solene das virgens e das madalenas
Em tuas maminhas púberes vi mamarem ratos brancos
Que brotavam como flores dos cadáveres contentes.

Que pudor te toma agora, poeta, lírico ardente
Que desespero em ti diz da irrealidade das manhãs?
A Morte vive em teu ser... – não, não é uma visão de bruma
Não é o despertar angustiado após o martírio do amor
É a Poesia... – e tu, homem simples; és um fanático arquiteto
Ergues a beleza da morte em ti!

Oh, cemitério da madrugada, por que és tão alegre
Por que não gemem ciprestes nos teus túmulos?
Por que te perfumas tanto em teus jasmins
E tão docemente cantas em teus pássaros?
És tu que me chamas, ou sou eu que vou a ti
Criança, brincar também pelos teus parques?

Por ti, fui triste; hoje, sou alegre por ti, ó morte amiga
Do teu espectro familiar vi se erguer a única estrela do céu
Meu silêncio é o teu silêncio – ele não traz angústia
É assim como a ave perdida no meio do mar...
......................................................................................

Serenidade, leva-me! guarda-me no seio de uma madrugada eterna!


Rio de Janeiro, 1938

in Novos Poemas
in Antologia Poética
in Poesia completa e prosa: "A saudade do cotidiano"
.
http://www.viniciusdemoraes.com.br/poesia/sec_poesia_view.php?busca=O%20cemit%E9rio%20na%20madrugada&acao=buscar&id=91&id_tipo=1&back_page=1
.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Morte de Madrugada - Vinícius de Morais

.
pfv67 | 8 de Novembro de 2009 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
A Morte de Madrugada, de Vínicius de Moraes, in Pretextos para Dizer, 1978, Voz de Mário Viegas, Música Original de Luís Cilia, som de Moreno Pinto, Design Gráfico do João Massapina, fotografia de Luís Carvalho
.
Vinicius de Moraes (Brasil)
A morte de madrugada 
.
Muerto cayó Federico
António Machado 
.
Uma certa madrugada
Eu por um caminho andava
Não sei bem se estava bêbedo
Ou se tinha a morte n'alma
Não sei também se o caminho
Me perdia ou encaminhava
Só sei que a sede queimava-me
A boca desidratada.
Era uma terra estrangeira
Que me recordava algo
Com sua argila cor de sangue
E seu ar desesperado.
Lembro que havia uma estrela
Morrendo no céu vazio
De uma outra coisa me lembro:
Un horizonte de perros
Ladra muy lejos del río...
De repente reconheço:
Eram campos de Granada!
Estava em terras de Espanha
Em sua terra ensangüentada
Por que estranha providência
Não sei... não sabia nada...
Só sei da nuvem de pó
Caminhando sobre a estrada
E um duro passo de marcha
Que eu meu sentido avançava.
Como uma mancha de sangue
Abria-se a madrugada
Enquanto a estrela morria
Numa tremura de lágrima
Sobre as colinas vermelhas
Os galhos também choravam
Aumentando a fria angústia
Que de mim transverberava.
Era um grupo de soldados
Que pela estrada marchava
Trazendo fuzis ao ombro
E impiedade na cara
Entre eles andava um moço
De face morena e cálida
Cabelos soltos ao vento
Camisa desabotoada.
Diante de um velho muro
O tenente gritou: Alto!
E à frente conduz o moço
De fisionomia pálida.
Sem ser visto me aproximo
Daquela cena macabra
Ao tempo em que o pelotão
Se punha horizontal.
Súbito um raio de sol
Ao moço ilumina a face
E eu à boca levo as mãos
Para evitar que gritasse.
Era ele, era Federico
O poeta meu muito amado
A um muro de pedra-seca
Colado, como um fantasma.
Chamei-o: Garcia Lorca!
Mas já não ouvia nada
O horror da morte imatura
Sobre a expressão estampada...
Mas que me via, me via
Porque eu seus olhos havia
Uma luz mal-disfarçada.
Com o peito de dor rompido
Me quedei, paralisado
Enquanto os soldados miram
A cabeça delicada.
Assim vi a Federico
Entre dois canos de arma
A fitar-me estranhamente
Como querendo falar-me
Hoje sei que teve medo
Diante do inesperado
E foi maior seu martírio
Do que a tortura da carne.
Hoje sei que teve medo
Mas sei que não foi covarde
Pela curiosa maneira
Com que de longe me olhava
Como quem me diz: a morte
É sempre desagradável
Mas antes morrer ciente
Do que viver enganado.
Atiraram-lhe na cara
Os vendilhões de sua pátria
Nos seus olhos andaluzes
Em sua boca de palavras.
Muerto cayó Federico
Sobre a terra de Granada
La tierra del inocente
No la tierra del culpable.
Nos olhos que tinha abertos
Numa infinita mirada
Em meio a flores de sangue
A expressão se conservava
Como a segredar-me: A morte
É simples, de madrugada....
.
.
http://www.scribd.com/doc/6855577/Moraes-Vinicius-de-A-morte-de-madrugada
.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Poética - Vinícius de Morais

Com as lágrimas do tempo
E a cal do meu dia
Eu fiz o cimento
Da minha poesia

E na perspectiva
Da vida futura
Ergui em carne viva
Sua arquitetura.

Não sei bem se é casa
Se é torre ou se é templo.
(Um templo sem Deus.)

Mas é grande e clara
Pertence ao seu tempo
.... Entrai, irmãos meus!

.

sábado, 29 de janeiro de 2011

As cores de Abril - Vinícius e Toquinho


.
N2010R | 19 de Setembro de 2010 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho
.
.
As cores de abril
Os ares de anil
O mundo se abriu em flor
E pássaros mil
Nas flores de abril
Voando e fazendo amor
O canto gentil
De quem bem te viu
Num pranto desolador
Não chora, me ouviu
Que as cores de abril
Não querem saber de dor
Olha quanta beleza
Tudo é pura visão
E a natureza transforma a vida em canção
Sou eu, o poeta, quem diz
Vai e canta, meu irmão
Ser feliz é viver morto de paixão
.
.

domingo, 10 de outubro de 2010

Toquinho & Vinícus - Marcha da Quarta-feira de cinzas


.
.


feuip | 26 de Maio de 2010
Tinha achado outra versão do Toquinho e Vinícius, mas não esta. Resolvi colocá-la aqui porque gosto muito dela.

Marcha De Quarta-Feira De Cinzas
Composição: Vinicius de Moraes / Carlos Lyra


Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou

Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor

E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade

A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir
Voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar

Porque são tantas coisas azuis
E há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe

Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz
Seu canto de paz

IN ENGLISH

Ash Wednesday's March
Composition: Vinicius de Moraes / Carlos Lyra


Our Carnival is over
No one hears songs being sung
No one passes by playing happily anymore
And in every heart
Longing and ashes is what's left

In the streets all that's seen
Is people who doesn't even look at each other
Who doesn't even smile at each other
Kisses and hugs each other
Or walks around
Dancing and singing songs of love.

However, it's necessary to sing
More than ever it's necessary to sing
It's necessary to sing and bring joy to the city

All the sadness that we have
Will be over some day
Everyone will smile
Hope has returned
It's the people that dances
With joy, happy to sing

Because there are so many things that are blue
And so many great promisses of light
So much love to love that we don't even know about.

I wish I'd be alive to see
And to play other Carnivals
With the beauty of the old Carnivals
Such beautiful marches!
And people singing it's song of peace
it's song of peace

(any help to improve the translation is more than welcome)
.
.

domingo, 12 de setembro de 2010

Vinicius de Moraes: Poema da noite


Textos

Vermelho Poesia & Prosa - 8 de Março de 2010 - 15h08

 .

No teu branco seio eu choro.
Minhas lágrimas descem pelo teu ventre
E se embebedam do perfume do teu sexo.
Mulher, que máquina és, que só me tens desesperado
Confuso, criança para te conter!
Oh, não feches os teus braços sobre a minha tristeza não!
Ah, não abandones a tua boca à minha inocência, não!
Homem sou belo
Macho sou forte, poeta sou altíssimo
E só a pureza me ama e ela é em mim uma cidade e tem mil e uma portas.
Ai! teus cabelos recendem à flor da murta
Melhor seria morrer ou ver-te morta
E nunca, nunca poder te tocar!
Mas, fauno, sinto o vento do mar roçar-me os braços
Anjo, sinto o calor do vento nas espumas
Passarinho, sinto o ninho nos teus pêlos...
Correi, correi, ó lágrimas saudosas
Afogai-me, tirai-me deste tempo
Levai-me para o campo das estrelas
Entregai-me depressa à lua cheia
Dai-me o poder vagaroso do soneto, dai-me a iluminação das odes, dai-me o [cântico dos cânticos
Que eu não posso mais, ai!
Que esta mulher me devora!
Que eu quero fugir, quero a minha mãezinha quero o colo de Nossa Senhora!

Poema extraído do livro Vinicius de Moraes — Poesia completa e Prosa, Editora Nova Aguillar — Rio de Janeiro, 1998, pág. 262.

.
.

sábado, 21 de agosto de 2010

Tom Vinícius Toquinho e Miúcha 03 - Tarde em Itapoã


.
.
vtnkoxa | 26 de julho de 2008
Show antológico gravado em 18 de outubro de 1978 em Milão, na Itália, com a dupla Jobim e Vinícius, acompanhada pelo violão de Toquinho e pela voz de Miúcha (que para os que não sabem, é irmã do Chico Buarque).
.
.


um velho calção de banho
o dia prá vadiar
o mar que não tem tamanho
e arco iris no ar
depois na praça do caymmi
sentir preguiça no corpo
e numa esteira de vime
beber uma água de coco
.
Refrão
é bom,
passar uma tarde em itapoãn
ao sol que arde em itapoãn
ouvindo o mar de itapoãn
falar de amor em itapoãn

enquanto o mar inaugura
um verde novinho em folha
argumentar com doçura
com uma cachaça de rolha
e com o olhar esquecido
no encontro de céu e mar
bem devagar ir sentindo
a terra toda rodar

refrão
é bom,
passar uma tarde em itapoãn
ao sol que arde em itapoãn
ouvindo o mar de itapoãn
falar de amor em itapoãn

depois sentir o arrepio
do vento que a noite traz
e o diz-que-diz que macio
que brota nos coqueirais
e nos espaços serenos
sem ontem nem amanhã
dormir nos braços morenos
da lua de itapoãn

refrão
é bom,
passar uma tarde em itapoãn
ao sol que arde em itapoãn
ouvindo o mar de itapoãn
falar de amor em itapoãn
.
.
.
samba : toquinho e vinicius de moraes.
.
.

http://www.lyricstime.com/vin-cius-e-toquinho-tarde-em-itapo-n-lyrics.html
.
.

Ilusionismo Quadrilátero

ILUSIONISMO
.

* Victor Nogueira .
.
Ele há um tempo p’ra tudo na vida
Cantando hora, minuto, segundo;
Por isso sempre existe uma saída
Enquanto nós estivermos neste mundo.
.
Há um tempo para não fenecer
Há mar, sol, luar e aves com astros
Há uma hora p'ra amar ou morrer
E tempo para não se ficar de rastos.
.
P'ra isso e' preciso sabedoria
Em busca dum bom momento, oportuno,
Com ar, bom vinho, pão e cantoria,
Sem se confundir a nuvem com Juno.
.
1991.08.11 - SETUBAL