Tempo em Setúbal

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Tu és a clara madrugada - Camões, Alegre, Sophia e Victor Nogueira



Luís de Camões

Aquela triste e leda madrugada,
cheia toda de mágoa e de piedade,
enquanto houver no mundo saudade
quero que seja sempre celebrada.

Ela só, quando amena e marchetada
saía, dando ao mundo claridade,
viu apartar-se de üa outra vontade,
que nunca poderá ver-se apartada.

Ela só viu as lágrimas em fio,
de que uns e outros olhos derivadas
se acrescentaram em grande e largo rio.

Ela viu as palavras magoadas
que puderam tornar o fogo frio,
e dar descanso às almas condenadas
.
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Manuel Alegre, Trinta Anos de Poesia

Victor Nogueira
ou premonitáriamente, Alegre, que já foi
.
E alegre se fez triste

Aquela clara madrugada que
viu lágrimas correrem no teu rosto
e alegre se fez triste como se
chovesse de repente em pleno Agosto.

Ela só viu meus dedos nos teus dedos
meu nome no teu nome. E demorados
viu nossos olhos juntos nos segredos
que em silêncio dissemos separados.

A clara madrugada em que parti.
Só ela viu teu rosto olhando a estrada
por onde um automóvel se afastava.

E viu que a pátria estava toda em ti.
E ouviu dizer-me adeus: essa palavra
que fez triste a clara madrugada.
 .
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 # Sophia de Mello Breyner Andresen  
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Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
.
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* Victor Nogueira
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Tu és a clara madrugada
Tu és a clara madrugada
esperança minha
de ser amada

Tu és a risonha
.............serena  madrugada
esperança minha
de ser amado
 .
Setúbal
2005.03.07
* Victor Nogueira
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Victor Nogueira Ilusionismo Quadrilátero


 



ILUSIONISMO
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* Victor Nogueira 
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Ele há um tempo p’ra tudo na vida
Cantando hora, minuto, segundo;
Por isso sempre existe uma saída
Enquanto nós estivermos neste mundo.
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Há um tempo para não fenecer
Há mar, sol, luar e aves com astros
Há uma hora p'ra amar ou morrer
E tempo para não se ficar de rastos.
.
P'ra isso e' preciso sabedoria
Em busca dum bom momento, oportuno,
Com ar, bom vinho, pão e cantoria,
Sem se confundir a nuvem com Juno.
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1991.08.11 - SETUBAL

domingo, 8 de junho de 2008

Pequenos ditos que não são mexericos mas não só


- No que respeita aos homens, nem o riso, nem as lágrimas, nem a indignação, mas apenas o entendimento (Espinosa)
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- Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
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- Mal com os homens por amor del-rei e mal com el-rei por amor dos homens (Afonso de Albuquerque)
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- Aprender, Aprender Sempre (Lenine)
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- Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde sem Alarde, Boa Noite sem Açoite, e Viva a Vida com Alegria e Fantasia (V. Nogueira)
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- E Viva a Vida, com Alegria, Amor e Fantasia. Ah! ... e não esquecer alguns trocos para os gastos! (Victor Nogueira)
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- Somos todos uns pobres diabos,mesmo os génios. A ironia utilizo-a sempre não como um truque, mas como alguém que estivesse dentro de mim e me fosse dizendo "não te iludas" (Saramago)
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- O retrato fiel do que sou deixou-o escrito Gramsci: "Pessimista pela razão, optimista pela vontade.". Está tudo dito. (Saramago)
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- Sou aquilo que faço e não aquilo que digo e sou simultãneamente actor e espectador na Vida, que é um jogo simultâneo em vários tabuleiros e não uma tragédia ou um drama (V. Nogueira)
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"Ter a posse do poder e não ter a posse das consciências é ter um poder precário que a primeira convulsão fará ruir" (Salazar) in 1926 a 1974 - 48 anos sem direitos - Victor Nogueira
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- Pode-se enganar todas as pessoas por algum tempo e algumas pessoas durante todo o tempo. Mas não se pode enganar todo o mundo por todo o tempo. (Lincoln)
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- O trabalho é mais importante e é independente do que o capital. O capital é apenas o fruto do trabalho, e não existiria sem ele. O trabalho é superior ao capital e merece a consideração mais elevada. (Lincoln)
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- Antes, cumpre-nos a nós os presentes, dedicarmo-nos à importante tarefa que temos pela frente – que estes mortos veneráveis nos inspirem maior devoção à causa pela qual deram a última medida transbordante de devoção – que todos nós aqui presentes solenemente admitamos que esses homens não morreram em vão, que esta Nação com a graça de Deus venha gerar uma nova Liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desaparecerá da face da terra. (Abraham Lincoln - Discurso de Gettysburg (19 de Novembro de 1863) - texto na Série Discursos no blog

... scriptorium.index

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Complementos (ordem alfabética)
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1926 a 1974 - 48 anos sem direitos - Victor Nogueira
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25 de Abril - Reflexão e alguns dados - Victor Nogueira
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A «cartilha» continua a ser a mesma, a de Santa Comba? - Victor Nogueira
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A matança dos «inocentes», segundo a História do Senhor M. Lima - Victor Nogueira
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A mulher e o mundo do trabalho - Igualdade por cumprir - Victor Nogueira
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A subversão encapotada da Constituição - Victor Nogueira
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As eleições na Primavera Marcelista - 1969 - a «evolução na continuidade» - Victor Nogueira
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Achamentos, Descobrimentos ou Encontros de Culturas - uma outra abordagem ! - Victor Nogueira
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Ainda a VI Revisão Constitucional - Victor Nogueira
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Da Carta - Garcia de Resende e Victor Nogueira
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DAS KAPITAL E O MANIFESTO COMUNISTA - Victor Nogueira (poesia)
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De Negro Vermelho - Victor Nogueira (poesia)
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No Império: as demo-cráticas e a demoníacas nacionalizações, «tout court»
- Victor Nogueira
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É a guerra o monstro que ceifa a vida - Victor Nogueira (poesia)
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ELEGIA POR UMA CERTA JUVENTUDE
-- Victor Nogueira (poesia
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Eles são democratas - Victor Nogueira (poesia)
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Em Luta pela Defesa do Direito ao Trabalho à Saúde e a uma Vida com Dignidade - Victor
Nogueira
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Guerra, Descolonização e tentativa de branqueamento da história - Victor Nogueira
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LIBERDADE - Victor Nogueira (poesia)
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Massacres em Angola - 1961- pontos de vista -Victor Nogueira
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Memórias de Évora, do antigamente e do ISESE - Victor Nogueira
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Mortos com os «safanões» ordenados por Salazar e Caetano (2) - Victor Nogueira
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No Dia Internacional da Mulher - Victor Nogueira (poesia)
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Nós somos argila - Victor Nogueira (Poesia)
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O Alentejo Rural - antes e depois de Abril - Victor Nogueira
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O Dia da RAÇA e o que mais se lerá - Victor Nogueira
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O Direito à Vida acaba com o nascimento?- Textos de Victor Nogueira e Anabela Fino
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O governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desaparecerá da face da terra? - Victor Nogueira
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O maior português de todos os tempos (1) Zé Povinho ou Fernão Mendes Pinto ? - Victor Nogueira
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O nosso Partido - Victor Nogueira (Poesia)
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o que amo em ti é a vida
---Victor Nogueira (poesia)
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OS DIAS DA REVOLUÇÃO (notas soltas) - Victor Nogueira
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Portugal: descolonização exemplar ou traição criminosa? - Victor Nogueira
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Quem são e como são os Patrões portugueses - Victor Nogueira
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Raízes - Victor Nogueira (poesia)
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Reflexões sobre a história e os diferentes ângulos de visão - Victor Nogueira
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Salazar e a defesa de Portugal do Minho a Timor - Victor Nogueira
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Um outro ponto de vista sobre a crise em Portugal e no Mundo - Victor Nogueira
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Um 1º de Maio no tempo fascismo - Victor Nogueira
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Uma greve no antigamente - Victor Nogueira
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Uma sessão cultural em Évora - 1972 - Victor Nogueira
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Veramente Vero - Victor Nogueira (poesia)
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Vidas (5) - A fúria do Zé do Casarão - Victor Nogueira
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Vitória do Sim - IVG - Jerónimo de Sousa antecedida de nota de Victor Nogueira

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OBRIGADO - Victor Nogueira (poesia)
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CORAÇÃO ROSA DOS VENTOS - Victor Nogueira (poesia)
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NOTA IMPORTANTE
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Esta não é uma mensagem de SPAM mas sim enviada a alguém que por qualquer motivo conheço na vida real ou na WEB. Se não quiser receber mais mensagens devolva esta com a indicação «Retirar da Lista» na barra de assunto.

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Saudações do

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Victor Nogueira

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sábado, 12 de janeiro de 2008

Mudança de Agulha em 8 de Junho de 2008

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Este não é o post inicial, mas resolvi reactivar este blog que havia criado para a moça do alentejo. Assim esta é uma re-escrita em 2008 Junho 08. Afinal * O Mundo é composto de Fazenda e Mudança
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Victor Nogueira
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D'ali e D'aqui - Brecht e a Poesia

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1 comentário
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«Lídia»
disse ...
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Ainda há pouco lá fui, escrevi umas palavras mas não consegui publicar.

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Descobri que o tenho todo gravado num CD. Sou capaz de o passar para o Blogger aproveitando o que tenho e o que tu me enviaste.

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Grande artista me saíste!

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Fui ver o teu perfil e descobri que estava lá.

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Agora tens tantos... Não o queres continuar?

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Beijo

»Lídia»

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ADENDA- Aceitei o convite da Lídia e comecei a passar para ela os textos dela publicados num «asteróide» perdido no ciber-espaço. Depois a «Lídia» mudou de ideias e solicitou-me que apagasse o «Carpe Diem». Privatizei-o, pk tinha textos muito belos escritos por ela.

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Mas como disse, em 8 de Janeiro de 2008 «apaguei» todos os escritos da «Lídia» e, mudando de agulha, tornei de novo público o «Carpe Diem».

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Victor Nogueira
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Como não vivo de virtualidades, aqui deixo
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Ao Sabor do Olhar: Veramente Vero

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Boas vindas

Dizem que os livros são os nossos melhores e maiores amigos.
Mas os livros não se sentam á nossa beira,
nem têm olhos, nem sorriem
nem nos abraçam,
nem connosco passeiam pela rua, pelo campo.
Nada podemos dar aos livros
senão as letras dos nossos pensamentos
ou um pouco de nós
para que chegue aos outros.
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Os livros têm os olhos que nós temos.
E os seus lábios são os nossos lábios.
Porque se os livros tivessem olhos
e lábios e mãos e dedos
seriam talvez pessoas
mas nunca livros.
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Victor Nogueira (1969)
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Ilusionismo Quadrilátero

ILUSIONISMO
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* Victor Nogueira .
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Ele há um tempo p’ra tudo na vida
Cantando hora, minuto, segundo;
Por isso sempre existe uma saída
Enquanto nós estivermos neste mundo.
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Há um tempo para não fenecer
Há mar, sol, luar e aves com astros
Há uma hora p'ra amar ou morrer
E tempo para não se ficar de rastos.
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P'ra isso e' preciso sabedoria
Em busca dum bom momento, oportuno,
Com ar, bom vinho, pão e cantoria,
Sem se confundir a nuvem com Juno.
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1991.08.11 - SETUBAL