Tempo em Setúbal

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sábado, 13 de junho de 2015

Frei António das Chagas . Conta e Tempo

Frei António das Chagas 

Conta e Tempo


Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado, e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.

Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!

Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar, de prestar conta
Chorarão, como eu, o não ter tempo...

Frei António das Chagas, in 'Antologia Poética'

domingo, 19 de setembro de 2010

Bocage Apenas vi do dia a luz brilhante




Apenas vi do dia a luz brilhante

Lá de Túbal(1) no empório celebrado,

Em sanguíneo carácter foi marcado

Pelos Destinos meu primeiro instante.



Aos dois lustros(2) a morte devorante

Me roubou, terna mãe, teu doce agrado;

Segui Marte depois, e em fim meu fado

Dos irmãos e do pai me pôs distante.



Vagando a curva terra, o mar profundo,

Longe da pátria, longe da ventura,

Minhas faces com lágrimas inundo.



E enquanto insana multidão procura

Essas quimeras, esses bens do mundo,

Suspiro pela paz da sepultura.



1 - Setúbal

2 -aos 10 anos 

http://www.revista.agulha.nom.br/bocage04.html

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sábado, 18 de setembro de 2010

Invocação à Noite - Bocage

Bocage

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Ó deusa, que proteges dos amantes
O destro furto, o crime deleitoso,
Abafa com teu manto pavoroso
Os importantes astros vigilantes:

Quero adoçar meus lábios anelantes
No seio de Ritália melindroso;
Estorva que os maus olhos do invejoso
Turbem d'amor os sôfregos instantes:

Tétis formosa, tal encanto inspire
Ao namorado Sol teu níveo rosto,
Que nunca de teus braços se retire!

Tarda ao menos o carro à Noite oposto,
Até que eu desfaleça, até que expire
Nas ternas ânsias, no inefável gosto.

                            Bocage
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http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/v138.txt
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Camões - Sete anos de pastor Jacob servia

Esses dias andando pela rua, lembrei de alguns versos desse soneto de Camões que li ainda adolescente. Não lembrava o autor e nem o verso completo, só lembrava que era belo.

Ontem consegui lembrar boa parte dele e hoje, graças ao Google. Achei na íntegra o que para mim, é um dos mais belos sonetos que há. Você concorda?


Para quem não conhece, logo após o poema segue a história biblíca de Jacó e Raquel:


Camões - Sete anos de pastor Jacob servia

Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assi negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida;

Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: – Mais servira, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida!


A história


Gênesis, Capítulo 29

1 Então pôs-se Jacó a caminho e chegou à terra dos filhos do Oriente.
2 E olhando, viu ali um poço no campo, e três rebanhos de ovelhas deitadas junto dele; pois desse poço se dava de beber aos rebanhos; e havia uma grande pedra sobre a boca do poço.
3 Ajuntavam-se ali todos os rebanhos; os pastores removiam a pedra da boca do poço, davam de beber às ovelhas e tornavam a pôr a pedra no seu lugar sobre a boca do poço.
4 Perguntou-lhes Jacó: Meus irmãos, donde sois? Responderam eles: Somos de Harã.
5 Perguntou-lhes mais: Conheceis a Labão, filho de Naor; Responderam: Conhecemos.
6 Perguntou-lhes ainda: vai ele bem? Responderam: Vai bem; e eis ali Raquel, sua filha, que vem chegando com as ovelhas.
7 Disse ele: Eis que ainda vai alto o dia; não é hora de se ajuntar o gado; dai de beber às ovelhas, e ide apascentá-las.
8 Responderam: Não podemos, até que todos os rebanhos se ajuntem, e seja removida a pedra da boca do poço; assim é que damos de beber às ovelhas.
9 Enquanto Jacó ainda lhes falava, chegou Raquel com as ovelhas de seu pai; porquanto era ela quem as apascentava.
10 Quando Jacó viu a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, chegou-se, revolveu a pedra da boca do poço e deu de beber às ovelhas de Labão, irmão de sua mãe.
11 Então Jacó beijou a Raquel e, levantando a voz, chorou.
12 E Jacó anunciou a Raquel que ele era irmão de seu pai, e que era filho de Rebeca. Raquel, pois foi correndo para anunciá-lo a, seu pai.
13 Quando Labão ouviu essas novas de Jacó, filho de sua irmã, correu-lhe ao encontro, abraçou-o, beijou-o e o levou à sua casa. E Jacó relatou a Labão todas essas, coisas.
14 Disse-lhe Labão: Verdadeiramente tu és meu osso e minha carne. E Jacó ficou com ele um mês inteiro.
15 Depois perguntou Labão a Jacó: Por seres meu irmão hás de servir-me de graça? Declara-me, qual será o teu salário?
16 Ora, Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Léia, e o da mais moça Raquel.
17 Léia tinha os olhos enfermos, enquanto que Raquel era formosa de porte e de semblante.
18 Jacó, porquanto amava a Raquel, disse: Sete anos te servirei para ter a Raquel, tua filha mais moça.
19 Respondeu Labão: Melhor é que eu a dê a ti do que a outro; fica comigo.
20 Assim serviu Jacó sete anos por causa de Raquel; e estes lhe pareciam como poucos dias, pelo muito que a amava.
21 Então Jacó disse a Labão: Dá-me minha mulher, porque o tempo já está cumprido; para que eu a tome por mulher.
22 Reuniu, pois, Labão todos os homens do lugar, e fez um banquete.
23 À tarde tomou a Léia, sua filha e a trouxe a Jacó, que esteve com ela.
24 E Labão deu sua serva Zilpa por serva a Léia, sua filha.
25 Quando amanheceu, eis que era Léia; pelo que perguntou Jacó a Labão: Que é isto que me fizeste? Porventura não te servi em troca de Raquel? Por que, então, me enganaste?
26 Respondeu Labão: Não se faz assim em nossa terra; não se dá a menor antes da primogênita.
27 Cumpre a semana desta; então te daremos também a outra, pelo trabalho de outros sete anos que ainda me servirás.
28 Assim fez Jacó, e cumpriu a semana de Léia; depois Labão lhe deu por mulher sua filha Raquel.
29 E Labão deu sua serva Bila por serva a Raquel, sua filha.
30 Então Jacó esteve também com Raquel; e amou a Raquel muito mais do que a Léia; e serviu com Labão ainda outros sete anos.
31 Viu, pois, o Senhor que Léia era desprezada e tornou-lhe fecunda a madre; Raquel, porém, era estéril.
32 E Léia concebeu e deu à luz um filho, a quem chamou Rúben; pois disse: Porque o Senhor atendeu à minha aflição; agora me amará meu marido.
33 Concebeu outra vez, e deu à luz um filho; e disse: Porquanto o Senhor ouviu que eu era desprezada, deu-me também este. E lhe chamou Simeão.
34 Concebeu ainda outra vez e deu à luz um filho e disse: Agora esta vez se unirá meu marido a mim, porque três filhos lhe tenho dado. Portanto lhe chamou Levi.
35 De novo concebeu e deu à luz um filho; e disse: Esta vez louvarei ao Senhor. Por isso lhe chamou Judá. E cessou de ter filhos. 
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http://fabianaoliveirarj.blogspot.com/2009/09/camoes-sete-anos-de-pastor-jacob-servia.html
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

As quatro estações - Inverno (Vivaldi)


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funfront | 18 de janeiro de 2008
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Concerto n° 4 en fa mineur, op. 8, RV 297, « L'inverno » (L'Hiver) 
  1. Allegro non molto
  2. Largo
  3. Allegro
Allegro non molto
Aggiacciato tremar trà nevi algenti
Al Severo Spirar d'orrido Vento,
Correr battendo i piedi ogni momento;
E pel Soverchio gel batter i denti;

Largo
Passar al foco i di quieti e contenti
Mentre la pioggia fuor bagna ben cento

Allegro
Caminar Sopra 'l giaccio, e à passo lento
Per timor di cader gersene intenti;

Gir forte Sdruzziolar, cader a terra
Di nuove ir Sopra 'l giaccio e correr forte
Sin ch'il giaccio si rompe, e si disserra;

Sentir uscir dalle ferrate porte
Sirocco Borea, e tutti i Venti in guerra
Quest'è 'l verno, ma tal, che gioja apporte
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Allegro non molto
Trembler violemment dans la neige étincelante,
Au souffle rude d'un vent terrible,
Courir, taper des pieds à tout moment
Et, dans l'excessive froidure, claquer des dents;

Largo
Passer auprès du feu des jours calmes et contents,
Alors que la pluie, dehors, verse à torrents;

Allegro
Marcher sur la glace, à pas lents,
De peur de tomber, contourner,

Marcher bravement, tomber à terre,
Se relever sur la glace et courir vite
Avant que la glace se rompe et se disloque.

Sentir passer, à travers la porte ferrée,
Sirocco et Borée, et tous les Vents en guerre.
Ainsi est l'hiver, mais, tel qu'il est, il apporte ses joies.
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sábado, 24 de julho de 2010

As quatro estações - Verão (Vivaldi)


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biancofrancesco71 | 3 de Maio de 2008
Orchestra da Camera Siciliana, Carlomoreno Volpini direttore, Francesco Palmisano Violino Solista


Concerto N.2
Verão(Allegro Non Molto-Adagio/Presto-Presto)
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O sol abrasador atinge os camponeses, mas uma tempestade se anuncia, eclodindo no terceiro movimento numa furiosa chuva de granizo acompanhada pelo crepitar de uma rápida passagem ornamental na orquestra e no solo. Concerto n° 2 en sol mineur, op. 8, RV 315, « L'estate » (L'Été)

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Verão
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Sotto dura Staggion dal Sole accesa
Langue l' huom, langue 'l gregge, ed arde il Pino;
Scioglie il Cucco la Voce, e tosto intesa
Canta la Tortorella e 'l gardelino.
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Zeffiro dolce Spira, mà contesa
Muove Borea improviso al Suo vicino;
E piange il Pastorel, perche sospesa
Teme fiera borasca, e 'l suo destino;
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Toglie alle membra lasse il Suo riposo
Il timore de' Lampi, e tuoni fieri
E de mosche, e mossoni il Stuol furioso!
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Ah che pur troppo i Suo timor Son veri
Tuona e fulmina il Ciel e grandioso
Tronca il capo alle Spiche e a' grani alteri.
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Allegro non molto - Allegro
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Sous la dure saison écrasée de soleil,
Homme et troupeaux se languissent, et s'embrase le pin.
Le coucou se fait entendre, et bientôt d'une seule voix,
Chantent la tourterelle et le chardonneret.

Zéphyr souffle doucement, mais, tout à coup,
Borée s'agite et cherche querelle à son voisin.
Le pâtre s'afflige, car il craint
L'orage furieux, et son destin.

Adagio - Presto - Adagio
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À ses membres las, le repos est refusé :
La crainte des éclairs et le fier tonnerre,
Et l'essaim furieux des mouches et des taons.

Presto
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Ah, ses craintes n'étaient que trop vraies,
Le ciel tonne et fulmine et la grêle
Coupe les têtes des épis et des tiges.
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sexta-feira, 23 de julho de 2010

As quatro estações - Primavera (Vivaldi)


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luthieryotuve | 21 de março de 2008
Antonio Lucio Vivaldi (Venecia, 4 de marzo de 1678 - Viena, 28 de julio de 1741). Compositor del alto barroco, apodado il prete rosso ("el cura rojo") por ser sacerdote y pelirrojo. Compuso unas 770 obras, entre las cuales se cuentan 477 concerti y 46 óperas.

Antonio Lucio Vivaldi (March 4, 1678 July 28, 1741), nicknamed il Prete Rosso ("The Red Priest"), was a Baroque composer and Venetian priest, as well as a famous virtuoso violinist, born and raised in the Republic of Venice. The Four Seasons, a series of four violin concerti, is his best-known work and a highly popular Baroque piece.

Igor Stravinski comentó en una ocasión que Vivaldi no había escrito nunca quinientos conciertos, sino «quinientas veces el mismo concierto». No deja de ser cierto en lo que concierne al original e inconfundible tono que el compositor veneciano supo imprimir a su música y que la hace rápidamente reconocible.

Antonio Lucio Vivaldi was born in Venice, the capital of the Republic of Venice in 1678. He was baptized immediately after his birth at his home by the midwife. It is not known how the life of the infant was in danger, but the immediate baptism was most likely due to his poor health or to an earthquake that shook the city that day. Vivaldi's official church baptism (at least, the rites that remained other than the actual baptism itself) did not take place until two months later. His father, Giovanni Battista, a barber before becoming a professional violinist, taught him to play violin and then toured Venice playing the violin with his young son. Giovanni Battista was one of the founders of the Sovvegno dei musicisti di Santa Cecilia, a sort of trade union for musicians and composers.

Autor prolífico, la producción de Vivaldi abarca no sólo el género concertante, sino también abundante música de cámara, vocal y operística. Célebre sobre todo por sus cuatro conciertos para violín y orquesta reunidos bajo el título Las cuatro estaciones, cuya fama ha eclipsado otras de sus obras igualmente valiosas, si no más, Vivaldi es por derecho propio uno de los más grandes compositores del período barroco.

Vivaldi had a health problem, probably a form of asthma, which did not prevent him from learning to play the violin, compose or take part in many musical activities. It did however stop him from playing wind instruments because of shortness of breath. At the age of 15 in the year of 1693, he began studying to become a priest. In 1703, at the age of 25, Vivaldi was ordained a priest and was soon nicknamed il Prete Rosso, "The Red Priest", because of his red hair.

Vivaldi, virtuoso del violín que asombraba al auditorio por su técnica, estableció una de las características básicas del concierto de los siglos siguientes: su uso para lucimiento del virtuoso.

Sus conciertos para violín también fueron decisivos en la evolución de la ejecución violinística en cuanto a su escritura de cuerdas cruzadas y al desarrollo de una nueva técnica para el manejo del arco.

Vivaldi fue el primer compositor que utilizó de forma coherente el ritornello, que se llegó a imponer en los movimientos rápidos del concierto. El ritornello se repetía en diferentes tonalidades y era interpretado por toda la orquesta.

It is also in this period that he wrote the Four Seasons, four violin concertos depicting natural scenes in music. While three of the concerti are of original conception, the first, "Spring", borrows motifs from a Sinfonia in the first act of his opera "Il Giustino", composed at the same time as The Four Seasons. The inspiration for them was probably the countryside around Mantua. They were a revolution in musical conception: in them Vivaldi represented flowing creeks, singing birds (of different species, each specifically characterized), barking dogs, buzzing mosquitoes, crying shepherds, storms, drunken dancers, silent nights, hunting parties (both from the hunter's and the prey's point of view), frozen landscapes, children ice-skating, and burning fires. Each concerto was associated with a sonnet of Vivaldi's hand, describing the scenes depicted in the music. They were published as the first four of a collection of twelve, Il cimento dell'armonia e dell'inventione, his Opus 8, published in Amsterdam by Le Cène in 1725.

Alternaba con episodios interpretados por el solista, a menudo de carácter virtuosista. Estableció la forma de tres movimientos para el concierto y fue uno de los primeros en introducir cadenzas para el solista.

Sus conciertos para violín opus 8, Las cuatro estaciones, son uno de los primeros ejemplos de música programática que, como gran parte de su música, se caracteriza por ritmos vigorosos y fuertes contrastes.
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Le quattro stagioni (OP.8, N.1-4, RV271) (em português, As quatro estações). Esses quatro concertos para violino e orquestra são parte de uma série de 12 publicados em Amsterdã, em 1725, intitulados Il cimento dell'armonia e dell'inventione. Ao contrario da maioria dos concertos de Vivaldi, esses quatro tem um programa claro: vinham acompanhados por um soneto ilustrativo impresso na parte do primeiro violino, cada um sobre o tema da respectiva estação. Não se sabe a origem ou autoria desses poemas, mas especula-se que o próprio Vivaldi os tenha escrito.As qualidades da musica de Vivaldi - temas concisos, clareza da forma, vitalidade rítmica, textura homofônica, frases equilibradas, diálogo dramático entre solista e conjunto - influenciaram diversos compositores, entre eles J.S. Bach, que transcreveu vário de seus concertos para teclado.música barroca.
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Concerto N.1
Primavera(Allegro-Largo-Allegro)
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No Largo da "Primavera", o texto conta como o "pastor de cabras adormeceu com seu leal cão ao lado"; a música langorosa só é interrompida pelo "ladrido" da viola solo.
Italiano
Primavera
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Giunt' è la Primavera e festosetti
La Salutan gl' Augei con lieto canto,
E i fonti allo Spirar de' Zeffiretti
Con dolce mormorio Scorrono intanto:
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Vengon' coprendo l' aer di nero amanto
E Lampi, e tuoni ad annuntiarla eletti
Indi tacendo questi, gl' Augelletti;
Tornan' di nuovo al lor canoro incanto:
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E quindi sul fiorito ameno prato
Al caro mormorio di fronde e piante
Dorme 'l Caprar col fido can' à lato.
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Di pastoral Zampogna al suon festante
Danzan Ninfe e Pastor nel tetto amato
Di primavera all' apparir brillante.
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Concerto n° 1 en mi majeur, op. 8, RV 269, « La primavera » (Le Printemps)

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Allegro
Voici le Printemps,
Que les oiseaux saluent d'un chant joyeux.
Et les fontaines, au souffle des zéphyrs,
Jaillissent en un doux murmure.

Ils viennent, couvrant l'air d'un manteau noir,
Le tonnerre et l'éclair messagers de l'orage.
Enfin, le calme revenu, les oisillons
Reprennent leur chant mélodieux.

Largo
Et sur le pré fleuri et tendre,
Au doux murmure du feuillage et des herbes,
Dort le chevrier, son chien fidèle à ses pieds.

Allegro
Au son festif de la musette
Dansent les nymphes et les bergers,
Sous le brillant firmament du printemps.
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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades - Luís de Camões e José Mário Branco


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oleiros70 | 22 de dezembro de 2008
Século XXI. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades?

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
[...]
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
[...]
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
[...]
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
[...]

Luís Vaz de Camões (séc XVI)
[... e se tudo o Mundo é composto de mudança, troquemos-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança...]
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segunda-feira, 7 de junho de 2010

PANORAMA ALÉM - Cecília Meireles

Não sei que tempo faz, nem se é noite ou se é dia.
Não sinto onde é que estou, nem se estou. Não sei de nada.
Nem de ódio, nem amor. Tédio? Melancolia.
-Existência parada. Existência acabada.

Nem se pode saber do que outrora existia.
A cegueira no olhar. Toda a noite calada
no ouvido. Presa a voz. Gesto vão. Boca fria.
A alma, um deserto branco: -o luar triste na geada...

Silêncio. Eternidade. Infinito. Segredo.
Onde, as almas irmãs? Onde, Deus? Que degredo!
Ninguém.... O ermo atrás do ermo: - é a paisagem daqui.

Tudo opaco... E sem luz... E sem treva... O ar absorto...
Tudo em paz... Tudo só... Tudo irreal... Tudo morto...
Por que foi que eu morri? Quando foi que eu morri?
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Cecília Meireles
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V
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Ilusionismo Quadrilátero

ILUSIONISMO
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* Victor Nogueira .
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Ele há um tempo p’ra tudo na vida
Cantando hora, minuto, segundo;
Por isso sempre existe uma saída
Enquanto nós estivermos neste mundo.
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Há um tempo para não fenecer
Há mar, sol, luar e aves com astros
Há uma hora p'ra amar ou morrer
E tempo para não se ficar de rastos.
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P'ra isso e' preciso sabedoria
Em busca dum bom momento, oportuno,
Com ar, bom vinho, pão e cantoria,
Sem se confundir a nuvem com Juno.
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1991.08.11 - SETUBAL