Tempo em Setúbal

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sábado, 17 de setembro de 2011

Viva la vida - Frida Kahlo


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Enviado por  em 17/05/2009
Homenaje fotografico del trabajo y la vida de Frida Kahlo. El tema de fondo es La Llorona interpretado por Chavela Vargas.
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Enviado por  em 17/10/2010
"Pensavano che anche io fossi una surrealista,ma non lo sono mai stata.Ho sempre dipinto la mia realtà,non i miei sogni"
(Frida Kahlo)


"La sua pittura è una bomba avvolta da un nastro di seta"
(André Breton)

Musica Dead Can Dance Sanvean

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sinfonia de Primavera


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Enviado por em 20/08/2009
Cuando amas de verdad,
mil mariposas revolotean en tu estómago
la vida se llena de color, el mundo es maravilloso
sonries en cada situación,
ves tus días llenos de luz y felicidad...
No siempre acaban bien...
las mariposas dejan de volar
la vida apaga tu color, el mundo ya no gira
tu sonrisa se transforma en llanto,
al igual que los días de luz y felicidad pero...
el Amor lo llevas clavado en el corazón...

Siempre te querré,
allí donde estás,
sé que tú a mi también.
TE QUIERO....

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Les Très Riches Heures du Duc de Berry


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Carregado por  em 5 de Jul de 2009
I mesi dell'anno tratti dal più bel libro miniato del XV secolo, 'Les Très Riches Heures du Duc de Berry'. The months of the year from Très Riches Heures du Duc de Berry. This is probably the most important illuminated manuscript of the 15th century, "le roi des manuscrits enluminés" ("the king of illuminated manuscripts"). It is a very richly decorated Book of Hours containing over 200 folios, of which about half are full page illustrations.It was painted sometime between 1412 and 1416 by the Limbourg brothers for their patron Jean, Duc de Berry . They left it unfinished at their (and the Duke's) death in 1416. Charles I, Duke I of Savoy commissioned Jean Colombe to finish the paintings between 1485-1489.
Music by Guillaume Dufay, 'Mass for St. Anthony of Padua'


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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Medieval Painting - Les Tres Riches Heures du Duc de Berry


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Carregado por  em 22 de Jul de 2010
Les Tres Riches Heures was painted by the Lumbourg brothers , Paul , Hermann and Jean . They came from Nijmegen in what is now the Netherlands but were generally referred to as Germans . Very little is known about them ; they are believed to have been born in the late 1370s or 1380s and were born into an artistic family , their father being a wood sculptor and their uncle being an artist working variously for the French Queen and for the Duc de Bourgogne . They seem to have followed in their uncle`s footsteps and by 1402 had entered into the service of the Duc de Bourgogne as artists . By 1408 they had entered the service of Jean , Duc de Berry , one of the most notable art lovers in France . They are known to have executed several other pieces of work apart from the Tres Riches Heures but most of these , with the major exception of the Tres Belles Heures , seem to have been lost . In around February 1416 all three Limbourg brothers died before the age of thirty , apparently killed by an epidemic .The Tres Riches Heures is the classic example of a medieval book of hours . This was a collection of the text for each liturgical hour of the day . Calendars , prayers , psalms and masses for certain holy days were commonly included . The pictures in this video are from the calendar section of the Tres Riches Heures . The Limbourgs used a wide variety of colours obtained from minerals , plants or chemicals and mixed with either arabic or tragacinth gum to provide a binder for the paint . Amongst the more unusual colours they used were vert de flambe , a green obtained from crushed flowers mixed with massicot , and azur d`outreme , an ultramarine made from crushed Middle Eastern lapis-lazuli , used to paint the brilliant blues. The pictures was painted some time between 1412 and 1416 and is arguably the most beautiful part of the manuscript ; it is certainly the best known , being on of the great art treasures of France ... Music - Vox Vulgaris - Saltarello 3...........

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Praia do Esquecimento - David Mourão Ferreira


 Paisagem - Lua sobre a praia - Heraldo Cunha


Fujo da sombra; cerro os olhos: não há nada.
A minha vida nem consente
rumor de gente
na praia desolada.

Apenas decisão de esquecimento:
mas só neste momento eu a descubro
como a um fruto rubro
de que, sem já sabê-lo, me sustento.

E do Sol amarelo que há no céu
somente sei que me queimou a pele.
Juro: nem dei por ele
quando nasceu.

David Mourão-Ferreira, in "Tempestade de Verão"
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Melodia Pura e Calma - Huang Ting Jian

Para onde foi a primavera?
Solitário, andando sem destino.
Se houver alguem que saiba onde foi a primavera,
Chame-a para me fazer companhia!

A Primavera não deixou rasto - quem sabe?
A não ser que perguntes ao oríodo...
Ele cantou tanto que ninguém pôde entender.
Por causa do vento voou por cima das rosas.
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The Art History Archive

Huang Tingjian
The Art History Archive - Chinese Art


This Website is Best Viewed Using Firefox







Chinese Calligrapher

By Brandi Leigh - 2008. 
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Huang Tingjian was born in 1045 in the Jianxi province of China. He spent his life mastering the skills of calligraphy and is known for the beauty of his penmanship. He is most famous for his calligraphy, however his paintings and poetry are also well admired. 
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Huang grew up in a family of artists, but when his father passed away in 1058 he was sent to live with his uncle, Li Chang. Huang was educated in Confucian classics as well as Chinese history and literature at the Su Shi school of literati painting. By 1067 he had received a degree in jinshi (advanced scholar), and spent the next 16 years in different positions around China. Huang is also known as the founder of the Jiangxi school of poetry. 
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Huang never held a very high ranking position in any of his employment due to an association with the “anti-reform faction”; in 1085 this faction came into power and Huang was able to join the staff at the History Institute. However this changed quickly when the reformers returned to power and he was sent into exile. During his exile he spent time in both the Sichuan and Fuzhou provinces. There was a brief reprieve and Huang was able to return to a position in the Wuhan province, however upon his return he was exiled almost immediately to Guangxi where he spent the remainder of his time until his death a few months later. 
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Huang has been called the most creative calligrapher of the Song Dynasty. He not only mastered the size and spacing of the character, but his style is very fluid which makes for beautiful characters. There is a Huang Tingjian memorial, which is located in Xiushui County of the Jiangxi Province. The memorial is a museum which opened to the public in 1985 and is dedicated to the memory of Huang; the museum currently holds over 427 relics. There are two exhibitions in the museum: The Life and Story of Huang Tingjian and The Exhibition of Historical Relics of Xiushui County. The memorial also published a book about the life of Huang Tingjian.


Calligraphy by Huang Tingjian

Huang Tingjian - Calligraphy - Date Unknown
Huang Tingjian - Calligraphy of Lian Pou and Lin Xiangru - Date Unknown
Huang Tingjian - Calligraphy Wall - Date Unknown

 
http://www.arthistoryarchive.com/arthistory/asian/Huang-Tingjian.html

sábado, 8 de janeiro de 2011

Emigração na expressão artística

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Partida de E#migrantes - Almada Negreiros (tapeçaria)
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Emigrantes - Domingos Rebelo
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Emigrantes - Carlos Silva
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autocolante (25 de Abril)
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.Emigrante Português - Braque
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Emigrante - serigrafia
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Emigrante - José Malhoa
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Emigraçpão - Charlot (cinema)
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Navio de Emigrantes - Lasar Degall
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O Navio Negreiro - Castro Alves



» sinopse
O navio negreiro é um poema de Castro Alves e um dos mais conhecidos da literatura brasileira. O poema descreve com imagens e expressões terríveis a situação dos africanos arrancados de suas terras, separados de suas famílias e tratados como animais nos navios negreiros que os traziam para ser propriedade de senhores e trabalhar sob as ordens dos feitores.


Um navio negreiro.
Foi escrito em São Paulo, no ano de 1869, quando o poeta tinha vinte e dois anos de idade, e quase vinte anos depois da promulgação da Lei Eusébio de Queirós, que proibiu o tráfico de escravos, em 4 de setembro de 1850. A proibição, no entanto, não vingou de todo, o que levou Castro Alves a se empenhar na denúncia da miséria a que eram submetidos os africanos na cruel travessia oceânica. É preciso lembrar que, em média, menos da metade dos escravos embarcados nos navios negreiros completavam a viagem com vida. O navio negreiro é composto de seis partes, e alterna métricas variadas para obter o efeito rítmico mais adequado a cada situação retratada no poema.
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Prólogo
I
Stamos em pleno mar... Doudo no espaço Brinca o luar — dourada borboleta; E as vagas após ele correm... cansam Como turba de infantes inquieta.
Stamos em pleno mar... Do firmamento Os astros saltam como espumas de ouro... O mar em troca acende as ardentias, — Constelações do líquido tesouro...
Stamos em pleno mar... Dois infinitos Ali se estreitam num abraço insano, Azuis, dourados, plácidos, sublimes... Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...
Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas...
Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço.
 
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http://livrosgratis.net/download/2373/o-navio-negreiro-castro-alves.html
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Migrantes - Portinari
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Navio Negreiro - Rugendas
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Transporte de escravos num navio negreiro
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Meu Século - Günter Grass


Mulher portuguesa

Home

Günter Grass: A aposta que Saramago ganhou

O Centro Cultural de São Lourenço, em Almancil, inaugura hoje “O Meu Século”, uma exposição de aguarelas que acompanham o mais recente livro de Gunter Grasss, com o mesmo título. Ao contrário do previsto, o Nobel da Literatura não vai estar presente. 
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É a primeira exposição de Gunter Grass em Portugal, desde a atribuição do Prémio Nobel da Literatura 1999. 
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Um mês depois do anúncio da Academia Sueca, o Centro Cultural de São Lourenço, em Almancil, no Algarve, inaugura "O meu século". Para ver até 17 de Dezembro, a exposição mostra as aguarelas que fazem parte do seu livro mais recente, "O meu século" que ainda não tem edição em Portugal. Uma oportunidade para conhecer melhor a pintura de um autor multifacetado, que sucedeu a José Saramago, no Prémio Nobel da Literatura. 
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Ao contrário do que chegou a estar previsto, Gunter Grass não vai estar presente na inauguração. Motivos de saúde levaram-no a cancelar a visita a Portugal, para abrir mais uma exposição no Centro Cultural com o qual colabora há cerca de 15 anos. Pra já, a passagem do Nobel por Portugal fica apenas prometida para muito breve. 
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O Nobel para Gunter Grass deixou José Saramago, o antecessor, particularmente satisfeito. Afinal, dele partiu a proposta do nome de Grass para o maior prémio mundial de Literatura. 
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Sem a presença do autor, o Centro Cultural de São Lourenço, em Almancil, é, mais uma vez, cenário para uma exposição de Gunter Grass. Apaixonado por Portugal e, muito particularmente, pelo Algarve, o Nobel da Literatura volta a expôr, num dos seus recantos favoritos. Desta vez, pode ver as aguarelas que acompanham a sua mais recente obra literária. 
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Ainda sem edição portuguesa, "O Meu Século" está dividida em 100 capítulos, um para cada ano. Cada um conta uma história de um acontecimento que, de alguma forma, tenha marcado o ano em questão. Cada aguarela é uma visão pictórica desse acontecimento. Mas nem todos os anos, têm direito a aguarela. O autor escolheu os 37 que considerou emblemáticos, representativos da realidade do século, no seu conjunto. 
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A 30 de Setembro, a Academia Sueca anunciava o Nobel da Literatura para Gunter Grass. Explicava, então, que "os argumentos folgazões e divertidos (de Gunter Grass) tão bem representam a face esquecida da História". Ao autor alemão, a Academia atribuía uma imensa responsabilidade por um certo "renascer da literatura alemã, depois de décadas de destruição moral e linguística".
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A obra literária de Gunter Grass começou em 1959, com a publicação de "The Tin Drum".
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E na obra de Gunter Grass, há um refúgio algarvio que traz novos horizontes à criação do artista. No cimo de um monte, há mais de uma década que o autor procura inspiração na casa que desenhou e construiu, bem no centro do serra do Algarve. Ali, rodeado pelo silêncio da natureza, entrecortado apenas pelo ruído dos animais, velhos amigos do escritor que sucedeu a José Saramago, na lista dos laureados
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Uma escolha que deixou Saramago particularmente satisfeito. Com ele, Gunter Grass partilha uma atenção muito especial à sociedade actual. Na obra de ambos, não passa despercebida a crítica dos valores da Humanidade. 
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E foi de Saramago, precisamente, que partiu a proposta do nome de Grass para o maior prémio mundial de Literatura. Uma aposta feita pouco depois de o próprio Saramago ter sido galardoado com o Nobel 1998.
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Em finais de Outubro do ano passado, o Nobel português falou, pela primeira vez, na hipótese de avançar com o nome do alemão para o prémio deste ano. No início de Dezembro, quando recebeu o Prémio, em Estocolmo, Saramago formalizou a proposta. 
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Desde sempre, José Saramago foi um admirador da obra de Gunter Grass. Durante a década de 60, o escritor português trabalhava precisamente na editora que publicou as primeiras obras de Grass, em Portugal. Aos 72 anos, este "homem de todas as artes" vê a sua obra coroada com o maior prémio mundial de Literatura. 
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http://www.mulherportuguesa.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1856&catid=204&Itemid=3859
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Meu Século
Günter Grass
Crônicas   336 páginas
Tradução de Irene Aron
Formato: 16x23
ISBN: 850105822X

Pesquise títulos desta editora no Mercado Livre

MEU SÉCULO, novo livro do vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1999, Günter Grass, é uma obra intrigante. Metade ficção, metade memória, MEU SÉCULO é uma perfeita despedida para o século XX.
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Cada capítulo corresponde a um ano do século e, para cada ano, Grass selecionou uma história diferente, um acontecimento pequeno ou grandioso e um narrador distinto para cada um destes momentos.
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Os breves textos de MEU SÉCULO vão de 1900 a 1999 e todos foram escritos na primeira pessoa. A intenção de Grass é construir um mosaico da história germânica do século XX, através das vozes dos seus diferentes participantes. Então, de acordo com a imaginação do autor, o narrador ora é um trabalhador desempregado, ora uma adolescente problemática, ora um guarda de campo de concentração nazista, ora um senador da cidade de Hamburgo.
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A centena de personagens dos dois sexos, de todas as idades e condições sociais, constitui uma pequena comédia humana, onde o romancista pode exercitar todas as faces do seu talento. Vez ou outra, o narrador é o próprio Günter Grass, evocando memórias pessoais, como mais um dos atores e espectadores obscuros do século que chega ao fim.
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Nascido em Danzig (atual Gdansk) em 1927, Günter Wilhelm Grass passou a se dedicar à literatura depois de estudar desenho e escultura. Sua obra inclui poemas, peças de teatro e, principalmente, romances, entre eles Um campo vasto, A ratazana, Anos de cão, O linguado, Maus presságios e O tambor  — considerado uma das obras-primas da literatura européia deste século. Escritor político e comprometido, porta-voz da geração de alemães que cresceu sob as sombras do nazismo e sobreviveu à guerra, Grass é um autor polêmico, várias vezes indicado para o Prêmio Nobel, e que suscita discussão a cada nova obra.
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"O último herege." - The New York Times Book Review
"Grass é o tambor da discórdia." - The Economist
"O mestre está de volta!" - Die Woche
"Grass é o homem que se apresentou para entender os mecanismos do capitalismo na nova Alemanha." - The Times
"Günter Grass continua sendo a referência da literatura alemã atual, e este romance é a obra de um grande escritor do pós-guerra." - El País 
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http://www.editoras.com/record/058222.htm
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Literatura
Autores alemães: Günter Grass
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O maior escritor alemão em atividade e um dos mais comprometidos com a história e a política de seu país. Günter Grass nasceu em 1927, na cidade de Danzig, que hoje pertence ao território polonês e se chama Gdanski. Lutou na Segunda Guerra Mundial, quando foi ferido e capturado por tropas americanas, sendo libertado apenas em 1946. Depois disso, trabalhou como agricultor e em minas de potássio. Assim, antes de se dedicar à literatura, Grass conheceu a realidade do povo alemão e a sua tentativa de reconstruir um país semidestruído pela guerra. 
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Foi com essa consciência de nacionalidade que Grass iniciou seus estudos literários na Academia de Artes de Düsseldorf e na Academia de Belas Artes de Berlim. Suas primeiras obras foram para o teatro, com boa acolhida da crítica. Mas seu primeiro romance, "O Tambor", também o mais conhecido e festejado pela crítica, foi recebido com ira pela sociedade da época. A narrativa trata da história do anão Oskar, do seu nascimento até sua internação num sanatório. O livro é uma crônica dos efeitos de desagregação e individualismo que se apoderam das pessoas em regimes totalitários, como o nazismo. O Tambor, escrito em 1959, é uma obra que continua atual, ainda mais com o crescimento de movimentos racistas e de extrema direita na Europa contemporânea. 
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Assim, Günter Grass dedicou sua obra a dissecar a realidade do povo alemão e principalmente as feridas não cicatrizadas da Segunda Guerra Mundial. Nos anos 60, dedicou-se à luta pelos ideais democráticos e à militância política pelo Partido Social-Democrata. Desde então, desenvolveu suas críticas contra o imperialismo americano, o que lhe fechou várias portas no mundo literário ocidental. No fim dos anos 80, suas críticas se voltaram para a unificação das Alemanhas Ocidental e Oriental, que considerou forçada e equivocada. Para Grass, as diferenças culturais desenvolvidas em 40 anos não foram levadas em conta. Suas considerações sobre este assunto, no livro "Um Vasto Campo", foram execradas pela crítica alemã, que festejava a união. 
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A concessão do prêmio Nobel de Literatura de 1999 a Günter Grass não poderia deixar de ser uma decisão relutante. Desde o início dos anos 80, a Academia Real da Suécia avaliava a possibilidade da premiação, mas, devido às posições políticas e ao furor com que defendia suas idéias, a condecoração foi várias vezes adiada. O Nobel veio coroar a carreira de um dos escritores europeus mais inquietos do século passado, que fez da indignação e da ideologia sua estratégia e da palavra, sua arma. 
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E Grass continua inquieto. Freqüentemente requisitado para participar de aulas, palestras e debates, onde defende com afinco suas posições políticas, ele ainda encontra tempo para continuar escrevendo. O seu mais recente livro, "A Marcha do Caranguejo" (Im Krebsgang), publicado em 2001, retoma o tema do nazismo, utilizando como pretexto o naufrágio do navio alemão Wilhem Gustloff, que partiu da cidade natal do escritor em 1945. A embarcação levava mais de 12 mil pessoas fugindo da ofensiva da U.R.S.S. contra a Prússia Oriental e a Pomerânia. No meio da viagem, o Gustloff foi atingido por um torpedo soviético e afundou, matando cerca de 9 mil passageiros. O naufrágio, cinco vezes maior que o do Titanic, em 1912, nunca teve repercussão, abafado pelo regime nazista.

Dicas do
nosso infocenter!!

Meu século
Ed. Record, 1999

Grass passeia pela história alemã recente, através de personagens anônimos que

vêem seus cotidianos alterados pelos acontecimentos nacionais e mundiais.
Um pequeno conto para cada ano do século XX.
O tambor
Ed. Nova Fronteira, 1959

A história do anão Oskar, desde seu nascimento até sua internação num sanatório. Uma alegoria contra o entusiasmo alemão pelo nazismo antes da 2ª Guerra Mundial. Considerado o romance mais importante da Alemanha na 2ª metade do Século XX.

Um campo vasto
Ed. Record, 1995

Enquanto a maior parte do mundo ansiava pela reunificação das Alemanhas Oriental e Ocidental, Grass expõe a violência política e cultural que isso causaria. Um dos livros mais polêmicos da década passada.
 http://www.ccba.com.br/asp/cultura_texto.asp?idtexto=37
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Gunter Grass: retrato de um Nobel


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Gunter Grass é, talvez, um dos autores contemporâneos mais multifacetados. A sua obra estende-se por áreas tão diversas como a Poesia, o Romance, o Teatro, a Escultura, a Pintura. Este ano, o Nobel da Literatura trouxe-o para as bocas do mundo.
Gunter Grass é, talvez, um dos autores contemporâneos mais multifacetados. A sua obra estende-se por áreas tão diversas como a Poesia, o Romance, o Teatro, a Escultura, a Pintura. Tornou-se conhecido com a publicação de "The Tin Drum" (no original, "Blechtrommel"), em 1959, uma obra que funcionou, na época, como uma espécie de "grito" da juventude que cresceu na era do Nazismo hitleriano. O autor que recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1999, descreve-se como "um apóstolo do Iluminismo, numa época que se cansou da Razão".
Gunter Grass nasceu em Danzig, na Alemanha (actual Gdansk, Polónia), em 1927. Muito jovem, durante a década de 30, alista-se na Juventude Hitleriana. Aos 16 anos, integra o exército e, em 1945, é ferido na guerra, pouco antes de ser preso. Até ao ano seguinte, fica na prisão de Marienbad, na Checoslováquia. Após ser libertado, exerce diversas actividades, desde a agricultura às minas. Chegou também a ser aprendiz de pedreiro.
Em 1948, entra para a Academia de Arte de Dusseldorf, onde estuda pintura e escultura. Estudos que prossegue, de 1953 a 1955, na Academia de Belas Artes, em Berlim Ocidental. É nesta altura, em 1954, que casa pela primeira vez, com Anna Margareta Schwartz, de quem se divorcia 24 anos depois. Um ano mais tarde, em 1979, casa com Ute Grunert, com quem ainda vive.
É durante os anos de universidade, em Berlim e em Dusselforf, que Gunter Grass começa a escrever poesia. Chega mesmo a fazer leituras perante um influente grupo de escritores, o Grupo 47.
Na segunda metade dos anos 50, muda-se para Paris, onde vive, até 1960, como escritor e escultor. É em Paris que começa a escrever "O Tambor" ("The Tin Drum"), o seu maior sucesso literário, publicado em 1959.
Quando saíu, "O Tambor" causou uma autêntica onda de furor na Alemanha, devido à forma como o autor retratava os anos do Nazismo. Todo o argumento roda em torno de Oscar Matzerath, cujo único meio de comunicação é um tambor de brinquedo, utilizado como forma de protesto contra as crueldades da Alemanha de Hitler.
Posteriormente, "O Tambor" foi entendida como uma parte da chamada "Trilogia Danzig", em que Grass descrevia as experiências da classe média - baixa da sua aldeia natal, durante os anos da segunda guerra mundial. Uma trilogia que Grass continuou em 1961, com "Cat and Mouse", e em 1963, com "Dog Years". Mas, mais tarde, o autor veio a considerar que "O Tambor" não se encaixava nesta trilogia, uma vez que se tratava de um retrato dos crimes nazis e das dificuldades da sociedade do pós-guerra em aceitar os elementos que tinham pertencido ao regime hitleriano.
Depois de Danzig, Berlim torna Berlim no novo foco da sua escrita. São disso exemplos claros, os argumentos de teatro que escreveu para "The Plebeians rehearse the uprising", de 1966; o romance "Local Anaesthetic", de 1969; ou o drama "Davor", todos eles com Berlim como cenário privilegiado.
A política teve também um lugar reservado no percurso de Gunter Grass. No final dos anos 60, escreve discursos para Willy Brandt, Chanceler da FRA entre 1969 e 1974. Estes discursos estão publicados na colectânea "The citizen and his voice", de 1974.
Durante as décadas de 70 e 80, o feminismo, a gastronomia e a ecologia são temas que passam a preocupar o autor, levando-o a alargar o leque de assuntos focados na sua obra. São desta época exemplos como "From the diary of a snail", de 1972; ou "The Flounder", de 1977. Aqui, Grass descreve o desenvolvimento da civilização como uma luta permanente entre os sonhos destrutivos de grandeza dos homens e o combate das mulheres pela realização. Explora campos como o papel histórico da gastronomia, os papéis sexuais, o feminismo.
As mulheres são tema de várias obras de Gunter Grass, algumas delas já datadas dos anos 90, como "The call of the toad", de 1992.
Em 1995, Grass escreve sobre a reunificação alemã: o protagonista de "Ein Weites Feld", Theo Wuttke, é um estudioso da obra do escritor do século 19 Theodor Fontane. É na obra dele que encontra paralelos de comparação com os acontecimentos históricos que fizeram a reunificação.
Já em 1999, Gunter Grass publica "Mein Jahrhundert" ("O Meu Século"), em que varre, sob a forma de comentário, todo o século 20. O livro tem 100 capítulos, um para cada ano, em que se destacam 100 acontecimentos que marcaram este século.
"Numa tentativa após a outra", ele queria ultrapassar a fronteira alemã-alemã e se intrometer nas duas eleições, de maio e de dezembro. Foi com essa intenção que Grass começou, em 1990, a fazer suas anotações. Dezenove anos depois – e meio ano após o lançamento de seu livro autobiográfico Die Box (A Caixa) – seus diários daquela época foram publicados: Unterwegs von Deutschland nach Deutschland (Em trânsito da Alemanha para a Alemanha).
Günter Grass anunciava com cogumelos a sua despedida provisória da escrita literária. Desenhados em sua casa de férias em Portugal, eles decoram a primeira página de seu diário. A obra narrativa Maus Presságios (Unkenrufe), na qual ele, na verdade, pretendia trabalhar, acabaria por acompanhá-lo durante todo o ano. Também havia um outro projeto com que ele já estava envolvido: um grande romance da "reunificação", unindo Berlim e Theodor Fontane. No diário, o nome provisório do romance ainda era Treuhand [nome da holding estatal que administrou as privatizações no processo de reunificação]; em 1996, ele foi publicado sob o título de Um Campo Vasto (Ein weites Feld).
Diário como dever
Em 1990, ele se entrega ao dever. Günter Grass não é aficionado em escrever diários; só quando ocorre algo incomum é que ele se submete a esse ritual cotidiano. Como em 1969, quando ele se envolveu na campanha eleitoral do Partido Social Democrata (SPD). Isso não o levou, no entanto, a apreciar o gênero. As partes políticas são pouco expressivas, apesar dos melhores contatos com o poder.
Os pensamentos de Grass giram com frequencia demasiada em torno de seus assuntos próprios. "É grotesco que, aqui na Feira do Livro, eu esteja envolvido com três editoras", anota ele em março de 1990, em Leipzig. Nenhuma palavra sobre os outros escritores e sobre a atmosfera do evento. Nada das fartas descrições dos diários de Martin Walser ou dos comentários autoirônicos que tornam as anotações de Peter Rühmkorf tão dignas de serem lidas.
Günter Grass se apresenta como admonitor e crítico à moda antiga. Ele adverte desde cedo contra as consequencias de uma "incorporação" da Alemanha Oriental pela Ocidental, opõe-se à reunificação e se mostra supersensível a tons nacionalistas – isso já tinha se tornado público antes.
Günter Grass e sua mulher UteGünter Grass e sua mulher Ute

domingo, 31 de outubro de 2010

A Poesia de Sofia Mello Breyner, Mário Henrique Leiria e o Tempo

página em branco

Uma página para encher de palavras bonitas e de cores do arco-iris

Sexta-feira, Novembro 30, 2007


Porque está de volta...

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Mario Henrique Leiria
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Tempo de solidão e de incerteza
Tempo de medo e tempo de traição
Tempo de injustiça e de vileza
Tempo de negação
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Tempo de covardia e tempo de ira
Tempo de mascarada e de mentira
Tempo de escravidão
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Tempo dos coniventes sem cadastro
Tempo de silêncio e de mordaça
Tempo onde o sangue não tem rasto
Tempo da ameaça
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Sophia de Mello Breyner
publicada por Maria Lisboa @ 00:00
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terça-feira, 26 de outubro de 2010

As 1001 noites





As Mil e uma Noites

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Xerazade conta suas histórias ao rei Xariar.
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As Mil e Uma Noites (em árabe: كتاب ألف ليلة وليلة, transl. Kitāb 'alf layla wa-layla, "O Livro das Mil e Uma Noites"; em em persa: هزار و یک شب, transl. Hezār-o yek šab) é uma coleção de histórias e contos populares originárias do Médio Oriente e do sul da Ásia e compiladas em língua árabe a partir do século IX. No mundo ocidental, a obra passou a ser amplamente conhecida a partir de uma tradução ao francês realizada em 1704 pelo orientalista Antoine Galland, transformando-se num clássico da literatura mundial.
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As histórias que compõe as Mil e uma noites tem várias origens, incluindo o folclore indiano, persa e árabe. Não existe uma versão definida da obra, uma vez que os antigos manuscritos árabes diferem no número e no conjunto de contos. O que é invariável nas distintas versões é que os contos estão organizados como uma série de histórias em cadeia narrados por Xerazade, esposa do rei Xariar. Este rei, louco por haver sido traído por sua primeira esposa, desposa uma noiva diferente todas as noites, mandando-as matar na manhã seguinte. Xerazade consegue escapar a esse destino contando histórias maravilhosas sobre diversos temas que captam a curiosidade do rei. Ao amanhecer, Xerazade interrompe cada conto para continuá-lo na noite seguinte, o que a mantém viva ao longo de várias noites - as mil e uma do título - ao fim das quais o rei já se arrependeu de seu comportamento e desistiu de executá-la.

Índice

Sinopse

A história conta[1] que Xariar, rei da Pérsia da dinastia dos Sassânidas, descobre que sua mulher é-lhe infiel, dormindo com um escravo cada vez que ele viaja. O rei, decepcionado e furioso, mata a mulher e o escravo, convencendo-se por este e outros casos de infelidade que nenhuma mulher do mundo é digna de confiança. Decide então que, daquele momento em diante, dormirá com uma mulher diferente cada noite, mandando-a matar na manhã seguinte: desta forma não poderá ser traído nunca mais.
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Passam-se assim três anos durante os quais o rei desposou e sacrificou inúmeras moças, trazidas à sua presença pelo vizir (equivalente a um primeiro ministro) do reino. Certo dia, quando já quase não havia virgens no reino, uma das filhas do vizir, Xerazade, pediu ser entregue como noiva ao rei, pois sabia um estratagema para escapar ao triste fim que alcançou as moças anteriores. O vizir apenas aceita depois de muita insistência da filha, levando-a finalmente ao rei. Antes de ir, Xerazade diz à irmã, Duniazade, que lhe peça que conte uma história quando for chamada ao palácio do rei.
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Xerazade, ao chegar em presença do rei, pede-lhe que permita a vinda de sua irmã, para despedir-se. O rei o permite, e Duniazade vem ao palácio e instala-se na câmara nupcial. Após o rei possuir Xerazade, Duniazade pede à irmã que conte uma história para passar o tempo. Após respeituosamente pedir a permissão do rei, Xerazade começa a contar a extraordinária "História do mercador e do gênio" mas, ao amanhecer, ela interrompe o relato, dizendo que continuará a narrativa na manhã seguinte. O rei, curioso com o maravilhoso conto de Xerazade, não ordena sua execução para poder saber o final da história na noite seguinte. Assim, repetindo essa estratégia, Xerazade consegue sobreviver noite após noite, contando histórias sobre os mais variados temas, desde o fantástico e o religioso até o heróico e o erótico. Ao fim de inúmeras noites e contos, Xerazade já havia tido três filhos do rei, e lhe suplica que a poupe, por amor às crianças. O rei, que há muito havia-se arrependido dos seus atos passados e convencido-se da dignidade de Xerazade, perdoa-lhe a vida e faz dela sua rainha definitiva. Duniazade é feita esposa do irmão do rei, Xazamã.

Origens e manuscritos

A mais antiga menção a um livro árabe das Mil e uma noites é um fragmento de um manuscrito do início do século IX em que se lê o título da obra e algumas linhas iniciais, em que Duniazade pede a um narrador não especificado que conte uma história[2]. Mais dados sobre a existência deste livro e sua origem encontram-se nos escritos do historiador Al-Masudi (888-957), que se refere a uma coleção de contos fantasiosos traduzidos do persa, sânscrito e grego, incluindo-se entre eles um livro persa chamado Hazār afsāna ("Mil histórias" em persa) [3]. Segundo Al-Masudi, a coleção era conhecida como "As mil noites e uma noite" em árabe e contava a história de "um rei, seu vizir, sua filha Xerazade e sua escrava, Duniazade". A existência desta tradução do persa ao árabe é corroborada pelo bibliógrafo xiita Ibn al-Nadim (m. 995 ou 998), que menciona o livro em sua obra Fehrest (ou Fihrist), escrita em 987-988[3]. Ibn al-Nadim informa ainda que o livro possui menos de 200 contos, uma vez que cada conto ocupa mais de uma noite[4].

Manuscrito árabe utilizado por Galland em sua tradução das Mil e uma noites (séc. XIV ou XV).
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Assim, uma versão árabe das Mil e uma noites, estruturada ao redor dos contos narrados por Xerazade para escapar da execução por Xariar, já existia no século IX e o núcleo de contos era derivado de uma tradução da obra persa Hazār afsāna realizada talvez no século VIII[5][3]. A história da traição do rei Xariar pela primeira mulher, que explica o comportamento do rei, não é mencionada por Ibn al-Nadim e provavelmente surgiu após o século X. Além da referência à tradução do persa ao árabe contida nos escritos de Al-Masudi e Ibn al-Nadim, uma evidência sobre a origem das Mil e uma noites é o fato de que os nomes dos personagens do prólogo são persas[5], como Xerazade ("de nobre linhagem"), Xariar ("príncipe" ou "rei"), Duniazade ("à deusa dēn glorificada") e Xazamã ("rei do seu tempo")[3]. Por outro lado, a estrutura do prólogo das Mil e uma noites, em que é contada a história de Xerazade e Xariar e que cria o marco narrativo do livro, seguidos por contos estruturados em cadeia, com histórias dentro de outras histórias, é comum na literatura indiana e pode ter sido influenciada por esta. Por exemplo, a coleção de contos em sânscrito Panchatantra, compilada entre os séculos III a V dC, também está organizada ao redor de um narrador, neste caso um sábio que conta uma série de histórias de animais para três príncipes[6].
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Os contos que compõe as Mil e uma noites são de diversas origens e foram sendo acrescentados e suprimidos ao longo da história da obra, sendo alguns possivelmente originários da Índia, outros da Pérsia e outros do mundo árabe[3]. As mais antigas referências à obra não mencionam quais contos compunham a coleção e, uma vez que os manuscritos com contos que chegaram até a atualidade são já do século XV, é hoje impossível saber quais eram os contos que compunham as primeiras versões das Mil e uma noites, inicialmente derivados da obra persa Hazār afsāna[5]. Sobre o estado inicial das Mil e uma noites o único que se pode afirmar com certeza é que a história básica de Xerazade e Xariar, que unifica a obra, já estava presente desde o século IX.
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Os estudiosos acreditam que os manuscritos das Mil e uma noites que existem atualmente são derivados de reelaborações realizadas entre os séculos XIII e XIV no Médio Oriente, à época dominado pelos mamelucos. O mais famoso e um dos mais completos e antigos dos manuscritos é o utilizado por Antoine Galland para sua tradução publicada em 1704. Este manuscrito em três volumes, originário da Síria e conservado hoje na Biblioteca Nacional de Paris (arabe 3609-3611), data de meados do século XV (alguns pensam que é do século XIV) e contém um total de 282 noites[7]. Há ainda um pequeno grupo de manuscritos relacionados a este aos quais se dá o nome de ramo sírio dos manuscritos, todos terminando na noite 282 e deixando incompleto o Conto do Príncipe Camaralzaman e da Princesa Budura[8][7]. Um grupo de manuscritos mais recente, e diferentes linguisticamente do ramo sírio, foi compilado entre os séculos XVII e XVIII e constitui o chamado ramo egípcio, por serem em sua maioria provenientes desta região[8]. Estes manuscritos, compilados em parte para atender à demanda europeia de histórias das Mil e uma noites após o êxito da obra de Galland, chegou ao número de noites do título, ou seja, mil e uma. A compilação egípcia mais moderna - datada da segunda metade do século XVIII e base de muitas traduções e edições posteriores - é referida como ZER (Zotenberg Egyptian's Recension; edição crítica egípcia de Zotenberg) em homenagem ao estudioso Hermann Zotenberg, autor de importantes estudos sobre esses manuscritos no final do século XIX[5]. O termo "ZER" também é utilizado como sinônimo para o ramo egípcio[5].

Traduções e edições

A primeira versão em árabe das Mil e uma noites, redigida no século IX ou no século anterior, foi uma tradução da obra persa Hazār afsāna, atualmente perdida. Pouco ou nada se conhece dos contos que faziam parte das primeiras versões em árabe, uma vez que estas são conhecidas atualmente apenas por pequenos fragmentos de texto e menções em outras obras e os manuscritos mais antigos da obra conservados atualmente datam já do século XV.
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A primeira tradução a uma língua europeia foi realizada pelo orientalista francês Antoine Galland (1645-1715), que publicou entre 1704 e 1717 sua Mille et une nuits. A principal fonte para a versão de Galland foi um manuscrito sírio em três volumes, escrito em árabe, que terminava na noite 282 e não apresentava o final. Para completar a sua obra e aumentar o número de noites, Galland utilizou outros textos árabes, incluindo manuscritos egípcios (hoje perdidos) com os contos Príncipe Camaralzaman e a Princesa Budura e o Conto de Ganim. Galland também incorporou histórias que originalmente não se encontravam em nenhum manuscrito das Mil e uma noites conhecido. Uma é a história de Simbad o marujo, traduzida a partir de uma manuscrito árabe avulso. Outra fonte de Galland, segundo o próprio, foi um contador de histórias chamado Hanna Diab, um maronita de Alepo, que narrou-lhe contos como o de Aladim e a Lâmpada Maravilhosa e o de Ali Babá e os Quarenta Ladrões. Estes contos incorporados por Galland, e que aparentemente não formavam parte das Mil e uma noites original, tornaram-se extremamente populares e passaram a ser incluídos em manuscritos árabes e traduções europeias produzidas posteriormente.
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Para os padrões atuais, Galland produziu uma tradução fantasiosa, mais uma recriação que uma tradução. Além das mistura de fontes para os contos, Galland omitiu e introduziu textos, alterou a fala de personagens e retirou os muitos versos poéticos dos originais. Além disso, Galland não explicitou com precisão que fontes utilizou para sua obra, o que dificulta seu estudo hoje. De qualquer forma, sua versão das Mil e uma noites foi imensamente popular e foi o ponto de partida para a influência da obra árabe no mundo ocidental e até mesmo na revalorização que os contos tiveram no mundo árabe.
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Já no século XVIII o interesse despertado pela obra de Galland levou à busca de manuscritos mais "completos" das Mil e uma noites, uma vez que a fonte utilizada pelo francês terminava na noite 282. No Egito foram produzidas várias compilações de contos que eventualmente chegaram a abranger as 1001 noites do título, e baseados nestes manuscritos do ramo egípcio floresceram muitas edições e traduções ao longo do século XIX. Em língua árabe, a primeira edição impressa foi publicada em Calcutá em 1814-1818 (chamada Calcutá I), seguida de outras publicadas no Cairo em 1835 (Bulaq I), Calcutá em 1839-1842 (Calcutá II) e novamente Cairo em 1862 (Bulaq II). Com base nestas edições em árabe foram realizadas importantes traduções a línguas europeias, como ao inglês por John Paine (Londres, 1839-41), Edward Lane (1882-84) e finalmente Richard Francis Burton (Londres, 1885). A tradução deste último, chamada The Book of the Thousand Nights and a Night e publicada em 10 volumes, foi baseada em Calcutá II e tornou-se muito influente, além de escandalosa na Inglaterra vitoriana, uma vez que Burton, ao contrário de seu predecessor Paine, não censurou as cenas eróticas da obra e inclusive as enfatizou, enfrentando os costumes morais da época. Mais tarde, Burton publicou contos de outros manuscritos das Noites em um Suplemento publicado entre 1886 e 1888.

Lista de histórias

Notas

  1. Las mil y una noches trad. María Elvira Sagarzazu. Colihue Clásica, 2006. ISBN 950-563-023-9
  2. Abbott, Nabia. Cap 2. in The Arabian Nights reader. Wayne State University Press, 2006[1]
  3. a b c d e Alf Layla Wa Layla na Encyclopedia Iranica[2]
  4. Grotzfeld, Heinz. Cap II.4. in The Arabian nights in transnational perspective. Wayne State University Press, 2007[3]
  5. a b c d e Encyclopedia of Islam 3. Brill, 2007.[4]
  6. Naithani, Sadhana. Cap II.8. in The Arabian nights in transnational perspective. Wayne State University Press, 2007[5]
  7. a b Grotzfeld, Heinz. The manuscript tradition of the Arabian Nights in The Arabian nights encyclopedia, vol. 1. ABC-CLIO, 2004[6]
  8. a b Codenhoto, Christiane D. Resenha do Livro das mil e uma noites. Tradução de Mamede Mustafa Jarouche. Revista de Estudos Árabes e das Culturas do Oriente Médio. FFLCH, USP. 2006.[7]
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Referências


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Ilusionismo Quadrilátero

ILUSIONISMO
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* Victor Nogueira .
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Ele há um tempo p’ra tudo na vida
Cantando hora, minuto, segundo;
Por isso sempre existe uma saída
Enquanto nós estivermos neste mundo.
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Há um tempo para não fenecer
Há mar, sol, luar e aves com astros
Há uma hora p'ra amar ou morrer
E tempo para não se ficar de rastos.
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P'ra isso e' preciso sabedoria
Em busca dum bom momento, oportuno,
Com ar, bom vinho, pão e cantoria,
Sem se confundir a nuvem com Juno.
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1991.08.11 - SETUBAL