Tempo em Setúbal

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quinta-feira, 3 de março de 2011

O tempo na voz de Fernando Farinha (1)


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De: | Criado: 10/11/2008
Recordamos Fernando Farinha, um enorme Fadista que com Saudade lembramos, aqui com versos de sua autoria, na música do Fado Loucura.Um abraço.Américo - Belos tempos - Fernando Farinha
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De: | Criado: 15/07/2008
"O Tempo E Quem Manda" by Fernando Farinha
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De: | Criado: 15/07/2008
"Eu, Ontem e Hoje" by Fernando Farinha
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De: | Criado: 18/07/2008
"Antes e Depois" by Alfredo Marceneiro & Fernando Farinha
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Antes E Depois Fernando Farinha
Minha Guitarra é vaidosa
Mas vaidosa com encanto
Minha Guitarra é vaidosa
Mas vaidosa com encanto
Sente-se toda orgulhosa
Todas as vezes que canto
Sente-se toda orgulhosa
Todas as vezes que canto

Alfredo quando tu cantas
Cantas com tanta saudade
Alfredo quando tu cantas
Cantas com tanta saudade
Eu sinto que tu encantas
Toda minha mocidade
Que eu sinto que tu encantas
Toda minha mocidade

Dizem que o fado desgraça
Fado em que a gente
De ti o fado não passa
Do fado que qualquer sente
De ti o fado não passa
De ti qualquer sente

O fado é a voz do povo
Que com o povo nasceu
O fado é a voz do povo
Que com o povo nasceu
Tu és antigo e eu sou novo
Será meu o que foi teu
Tu és antigo e eu sou novo
Será meu o que foi teu

Entre fadistas de lei
Com meu concurso não falto
Entre fadistas de lei
Com meu concurso não falto
Tenho orgulho em ser da grei
Um dos faias do Bairro Alto
Tenho orgulho em ser da grei
Um dos faias do Bairro Alto

Apesar de muito novo
Quando canto uma cantiga
Apesar de muito novo
Quando canto uma cantiga
Faço recordar ao povo
Na fé está gente antiga
Faço recordar ao povo
Na fé está gente antiga

A minha pobre garganta
Já não tem a voz de outrora
A minha pobre garganta
Já não tem a voz de outrora
Mas quando canta, ainda canta
Ao pé das vozes de agora
Mas quando canta, ainda canta
Ao pé das vozes de agora

Quem sabe meu pioneiro
Se nesta historia não fica
Quem sabe meu pioneiro
Se nesta historia não fica
O Alfredo Marceneiro
Junto ao "míudo da bica"
O Alfredo Marce
neiro
Junto ao "míudo da bica"

segunda-feira, 22 de março de 2010

Fado das Horas - Maria Teresa de Noronha


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Fado
.A origem do fado, um estilo musical tipicamente português, é de difícil localização temporal e geográfica. Mesmo assim, pensa-se que o fado de Lisboa terá nascido a partir dos cânticos do povo muçulmano, marcadamente dolentes e melancólicos.
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.Outras teorias apontam para a origem do fado no lundum, música dos escravos brasileiros que teria chegado até nós através dos marinheiros, cerca de 1820. Outra hipótese remete para os trovadores medievais cujas canções contêm características que o fado conserva. As cantigas de amigo revelam semelhanças com alguns temas recorrentes do Fado de Lisboa, assim como as cantigas de amor possuem a áurea romântica do Fado de Coimbra. A crítica política e social tão típica do Fado tem correspondência nas cantigas de escárnio e maldizer.
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.Nos centros urbanos de Lisboa e do Porto, o fado é um fenómeno situado nas zonas mais antigas da cidade, e é cantado em casas típicas, onde a decoração alusiva ao fado - o xaile negro e a guitarra portuguesa - está sempre presente. Os temas mais recorrentes passam pelo amor, a tragédia, as dificuldades da vida, e a saudade, daí o seu tom triste e lamentoso. A ideia do destino (a palavra fado deriva do latim fatum, que significa destino) como uma força implacável que está para além da vontade humana é essencial para a compreensão deste estilo musical.
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.A figura de Maria Severa (1820-1846) permanece como a mítica representante do fado lisboeta de meados do século XIX, tendo mesmo sido objecto de um romance e peça de teatro com o seu nome, posteriormente adaptada ao cinema por Leitão de Barros.
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.Já no século XX, o Fado tem em Amália Rodrigues (1920-1999) a sua embaixatriz nos maiores palcos de todo o mundo, onde a sua voz interpretou canções como "Povo Que Lavas No Rio", "Foi Deus", e "Vou Dar De Beber À Dor". Outros fadistas que fizeram a história deste estilo musical incluem Carlos do Carmo, Carlos Ramos, Alfredo Marceneiro, Fernando Maurício, Hermínia Silva, Lucilia do Carmo, Maria Teresa de Noronha, Antonio Mourão, Rodrigo, Tristão de Silva, e Maria Alice, entre muitos outros. Nas décadas de 80 e 90, novas gerações surgiram, das quais se destacam Nuno da Câmara Pereira, Dulce Pontes, e Camané, entre outros.
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.O fado de Coimbra estará associado aos temas do amor - realizado nas célebres serenatas à pessoa amada - e do findar de um ciclo da vida concretizado na despedida da universidade. Nesta variante do fado, destaca-se o nome do guitarrista Artur Paredes - pai de Carlos Paredes - , intérprete inovador do estilo coimbrão de tocar guitarra. Grandes nomes do fado de Coimbra incluem Edmundo Bettencourt (1889-1973), António Menano, e Armando Goes, entre outros. É de destacar ainda a figura de Augusto Hilário (1864-1896), natural de Viseu e estudante universitário em Coimbra, que se notabilizou como singular cantor de fado e tocador de guitarra, e cujo estilo ficou imortalizado como Fado Hilário.
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.Fado. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2005. [Consult. 2005-06-06].
Disponível em http://www.infopedia.pt/E1.jsp?id=105672
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Ilusionismo Quadrilátero

ILUSIONISMO
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* Victor Nogueira .
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Ele há um tempo p’ra tudo na vida
Cantando hora, minuto, segundo;
Por isso sempre existe uma saída
Enquanto nós estivermos neste mundo.
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Há um tempo para não fenecer
Há mar, sol, luar e aves com astros
Há uma hora p'ra amar ou morrer
E tempo para não se ficar de rastos.
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P'ra isso e' preciso sabedoria
Em busca dum bom momento, oportuno,
Com ar, bom vinho, pão e cantoria,
Sem se confundir a nuvem com Juno.
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1991.08.11 - SETUBAL