Tempo em Setúbal

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Relógios e Curiosidades



Quinta-feira, 9 de Agosto de 2007

Relógios de bengala

Essa eu não conhecia e não podia deixar de postar! Estes são relógios super legaus que podiam ser acoplados nas bengalas ou que já vinham incorporados em alguns modelos. Esta primeira é uma bengala suíça, feita para o mercado da Índia, fabricada em 1900. A madeira é brasileira, usa ouro 18 quilates e o relógio fica escondido. Sendo possível ver as horas abaixando uma espécie de anel ao redor do cabo.


Esta "ponteira" é da mesma época. Também suíça, em ouro, ornamentada com rubis e diamantes, possui uma espécie de obturador de câmera fotográfica que se abre para mostrar as horas. Foi vendida por cerca de U$ 30.000.


Esta aqui impressiona, pois é de 1860, de provável fabricação alemã e possui um globo que se abre revelando um relógio de sol.


Esta última, feita aproximadamente em 1815, possui formato de cabeça de cobra e o cabo em ouro que se abre. Lá dentro, além do relógio, um compartimento para guardar tabaco. "Apoiadamente legaus"! Link


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A medição do Tempo e a Evolução dos Relógios



O Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada (CEPA) teve seu início em fevereiro de 1998 através da iniciativa do Prof. Dr. Gil da Costa Marques. Foi estruturado no Instituto de Física da USP com objetivos de desenvolver pesquisa científica aplicada e aperfeiçoar o ensino em todos os níveis através do uso da tecnologia. Apresentamos abaixo quatro dos principais projetos desenvolvidos para o ensino à distância:

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Relógio é qualquer dispositivo que, através da determinação de intervalos regulares, permite medir o tempo.
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Os relógios e cronômetros se incorporaram, em definitivo, ao cotidiano das pessoas. A leitura do seu relógio indica o intervalo de tempo decorrido desde a meia-noite ou o meio-dia. A leitura do cronômetro indica o intervalo de tempo decorrido desde quando ele foi acionado.
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A seguir analisaremos a evolução dos relógios.


No caso do relógio de sol a determinação da hora do dia ou intervalos de tempo adotando o dia como referência é possível a partir da análise da sombra projetada de um objeto no chão. É o mais antigo dos relógios já que, desde os primórdios, o homem se deu conta de que o nascer do Sol é um fenômeno que se repete a intervalos de tempo regulares.


O relógio d'água consiste de um reservatório de água (tanque) no qual se faz um furo. Em seguida, recolhe-se essa água num recipiente (um jarro, por exemplo). Encher o jarro demanda um tempo (t). Este intervalo de tempo passa a ser uma referência. Se algum evento durou até que o jarro esteja pela metade, então, a duração desse evento foi (t1= ½ t), ou seja, a metade do valor de referência. Dessa forma, pela medida de volume do líquido inferimos o tempo em unidades de medida "vaso cheio". O relógio d'água já era conhecido dos egípcios e gregos e sua utilização atingiu o século 16. Galileu, por exemplo, fez uso do relógio d'água em suas experiências.

O relógio de areia, ou ampulheta, é baseado no mesmo princípio do relógio d'água. A passagem de uma quantidade de areia de um dos recipientes num fundo fechado para outro, através de um orifício estreito, demanda um tempo constante. Serve assim como padrão para medir intervalos de tempo.

Uma forma de estabelecermos um padrão para a medida de tempo é buscar na natureza fenômenos periódicos, ou seja, fenômenos que se repetem enquanto o tempo passa. Podemos adotar o intervalo de tempo de repetição como um padrão. Nesse caso, podemos fazer uso de desde um pêndulo simples até o período da órbita dos elétrons num átomo.
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Até cerca de 1580 não havia métodos para determinar, de uma forma precisa, intervalos de tempo relativamente curtos. Essa situação se modificou com a descoberta, por Galileu, do isocronismo do pêndulo. Isto é, o período do pêndulo não depende de amplitude do movimento oscilatório (só depende do comprimento do pêndulo).
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Essa descoberta serviu de base para a construção de relógios de pêndulos acionados através de pesos ou molas.

Três momentos importantes marcaram a história da relojoaria e, por conseguinte, da medição do tempo: a invenção do relógio no século XIII, a construção do pêndulo no século XVII e o relógio a quartzo no final do século XX.

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O uso das vibrações mecânicas do mineral cristalino quartzo, pesquisado desde a década de 1930, é difundido na década de 1960, tornando os relógios mais precisos. Na busca de mais precisão, em 1967 passou-se a utilizar a radiação eletromagnética do átomo de césio.


Já em desenvolvimento em pelo menos dois países (Estados unidos e França), o relógio atômico permitirá medições de tempo até 100 mil vezes mais precisas que as atuais. Tamanha precisão possibilitará experimentos hoje impossíveis (na área de cosmologia e ondas gravitacionais, exemplo), além de testes de teorias atômicas.


Você não precisa especificamente de um relógio para efetuar medidas de tempo. Você pode controlá-lo através de suas pulsações cardíacas. Conte o número de pulsações do seu coração durante um minuto.

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Pronto, você tem um novo "relógio de pulso". Agora é só fazer as relações necessárias. Uma prova, por exemplo, não terá 1 hora de duração mas sim aproximadamente 4320 pulsações. Tente!


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Ver também

Sexta-feira, Outubro 01, 2004

Relógios de Sol (XII)

Relógio de Sol como pendente Relógio de Sol como pendente
Relógios de Sol como pendentes


Segunda-feira, Setembro 27, 2004

Relógios de Sol (IX)


Relógio lunar
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enviado por Aristarco | 27.9.04
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Relógios de Sol (XIII)

Relógio de Sol cilíndrico
Relógio de Sol cilíndrico
enviado por Aristarco

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fisicoslx.blogspot.com/

Blog de um grupo de físicos de Lisboa

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terça-feira, 24 de junho de 2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

10 de Junho - O Dia da RAÇA e o que mais se lerá



Helena Vieira da Silva

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Évora - manifestação dos trabalhadores agrícolas (Largo junto à Porta de Avis ?)

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Évora - manifestação dos trabalhadores agrícolas

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Fotos de Victor Nogueira




[expo_abelmanta_grande.jpg]

João Abel Manta

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Lisboa - Mural (apagado) na Rua António Maria Cardoso (sede da PIDE/DGS)
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Foto de Victor Nogueira
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Abril em Maio após Novembro (1)

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O Sonho ...
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As eleições na Primavera Marcelista - 1969 - a «evolução na continuidade»

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Victor Nogueira

Esta última carta foi colectiamente subscrita por mim e mais dois ou três colegas meus e remetida tal como a anterior aos jornais da oposição
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clicar nas imagens para ler


Na «Primavera» Marcelista de Marcello, este, num gesto «largo e generoso», mal-citando eu Pessoa (1), permitiu o regresso de dois exildos políticos, Mário Soares e D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto. Para alguém mínimamente (in)formado tratava-se duma operação de cosmética, pois os exilados no Tarrafal, em S.Nicolau, em Caxias ou em Peniche continuaram no exílio com «seguras» medidas de protecção.

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Continua em As eleições na Primavera Marcelista - 1969 - a «evolução na continuidade» - Victor Nogueira

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O Dia da RAÇA e o que mais se lerá
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* Victor Nogueira
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Dentro de momentos a Praça do Giraldo será cenário duma manifestação [do 10 de Junho] que pretendem grandiosa e durante a qual se enaltecerá essa gloriosa e alegremente sacrificada juventude portuguesa que em terras de África defende a herança dos seus avoengos, numa guerra santa sobre cujos fundamentos se não admitem dúvidas. Entretanto a Universidade de Coimbra está em greve desde há largas semanas, greve de que os jornais não falam, a não ser publicando os diversos e por vezes incoerentes e inverosímeis comunicados das autoridades académicas. A música continua a ser monoral. (...) Está uma manhã cheia de sol, contrastando com o pluvioso e cinzento dia de ontem. Pela janela aberta chegam‑me aos ouvidos o chilrear dos pássaros e os discursos transmitidos pelos autofalantes, na cerimónia que se realiza a dois passos daqui, entrecortados por salvas de palmas. (NSF - 1969.06.10)
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Isto por cá não anda muito bom. As greves sucedem‑se diariamente - só por portas travessas se sabe - e as deserções do exército, nomeadamente dos oficiais milicianos, continuam a verificar‑se. Entretanto o problema do Ultramar continua a ser explorado emocionalmente, com completo desrespeito pelos interesses do povo português. A emigração aumenta. A nau mete água por muitos rombos. (NSF - 1970.07.18)
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No Giraldo Square erguem-se bancadas e toldos, que vedavam ao trânsito automóvel a rua da Selaria (ou 5 de Outubro). O Giraldo é uma "bancadaria" para [comemorações d]o 10 de Junho, que este ano deve ser comemorado em grande, para compensar os desastres que se vão averbando na Guiné e no Norte de Moçambique. (...) Domingo próximo, em Portugal de lés‑a‑lés, viver‑se‑ão jornadas de fervor patriótico! (MCG - 1973.06.07)
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Ontem à noite (1973.10.24), no regresso de Arraiolos, muitos Mercedes a caminho de Évora, onde às 21:30 alentejanos cinzentos de ar sisudo aguardavam ordeiramente o início da sessão de propaganda da ANP [Acção Nacional Popular]. Debaixo dos arcos [arcadas], uma fila de homens, com ar humilde e jeito de rebanho descido da camioneta, dirigia‑se para o cinema onde se realizaria a tal sessão. A Oposição não comparecerá as eleições no domingo. O Marcelo [Caetano] bater‑se‑à contra nada. (MCG - 1973.10.25).
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Levanto os olhos e vejo muitos magalas, na sua farda verde oliva. Andam também pelas ruas, aos grupos, espalhafatosos, como quem já tem o seu grão na asa. "Cheira‑me" que haverá dentro em breve mais um contingente para a guerra em África. Alguns escrevem, curvados sobre o papel, a caneta firme na mão, como quem não está habituado a frequentes escrituras. Parecem rapazes muito novinhos; uns conversam, irrequietamente, outros têm um ar absorto, ausente.
(MCG - 1973.11.26)
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Hoje foi o Dia da Polícia e está explicado porquê toda a semana têm desfilado pelas ruas da cidade: preparação do grande acontecimento, em que estrearam os capacetes cinzentos com viseira protectora, espingarda de baioneta calada ao ombro, deixando, na esquadra, o escudo protector das pedradas dos manifestantes. 50 000 mil contos teria sido a quantia gasta nos últimos tempos pelo Governo para equipar a polícia. Ah! Ah! Os tempos vão desassossegados! (1974.03.12)
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Dizia a BBC ontem que prosseguia o chamado "julgamento" das 3 Marias (Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa) autoras dum livro chamado "Novas Cartas Portuguesas" sobre problemas da mulher portuguesa, que a acusação pública considera pornográfico e ofensivo da moral e dos bons costumes. Mas uma das testemunhas de defesa, Maria Emília... , afirmou que ofensivo da moral e dos bons costumes era o facto duma mulher não poder andar na rua e transportes públicos em Lisboa (e em Évora ?) sem ouvir piropos indecorosos e ser apalpada. Referiu também as vantagens que os homens da classe alta tiram impunemente da sua posição sobre as jovens das classes inferiores. (MCG - 1974.03.21)
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ler o resto em O Dia da RAÇA e o que mais se lerá
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Um 1º de Maio no tempo do fascismo

O 1º de Maio é um dia dos trabalhadores comemorado em muito países desde 1889, por vezes em festa mas quase sempre em luta por melhores condições de vida e de trabalho. O mesmo sucedeu em Portugal na longa noite fascista, apesar de repressão e da negação de direitos elementares, como os de associação, manifestação e reunião.

Ao folhear jornais desse tempo encontramos o 1º de Maio de 1962 segundo o Diário de Notícias de 3 de Maio, de que transcrevemos partes essenciais, mantendo os subtítulos originais: (...)

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continua em Um 1º de Maio no tempo do fascismo - Victor Nogueira

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Arraiolos - Inquéritos às Condições de Vida e de Trabalho (1973)

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Arraiolos

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Os inquéritos vão correndo. Não acredito no trabalho que estou fazendo - uma maneira do Ministério das Corporações e Previdência Social despender umas massas dos contribuintes sem que para eles advenham benefícios. Com uma semana de inquéritos sou capaz de fazer um relatório sobre a situação dos trabalhadores do concelho de Arraiolos, que não diferiria muito dos resultados que se virão a apurar com o tratamento estatístico das informações obtidas. Qualitativamente melhor. A maioria das respostas parecem tiradas a papel químico.
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continua em
O Alentejo Rural - antes e depois de Abril - Victor Nogueira
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Evolução de Évora – a situação em 1975


A Rádio Renascença transmite "Os Vampiros", do Zeca Afonso! Rei morto, Rei posto! A Junta de Salvação Nacional, como a si própria se intitula, abre a tarracha e já hoje tornou público o seu programa, cujo ponto limite é a realização de eleições gerais para a Assembleia Constituinte e Presidente da República no prazo de 12 meses.

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No café Estrela, velhos falam dizendo que os jovens de agora são melhores que no seu tempo: "A gente também não concordava com o Salazar mas nunca tivemos coragem de fazermos o que eles fizeram.". Nas imagens que a RTP transmite a nota dominante entre os manifestantes e os mirones era a juventude. Outro velho diz que nunca foi marcelista. (MCG - 1974.04.26)

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continua em OS DIAS DA REVOLUÇÃO (notas soltas) - Victor Nogueira

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Bónus
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Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades em Setúbal
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O que sucedeu a 28 de Maio 28 de mayo 28 mai May 28 28 maggio


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Quanto à correspondência violada [pela PIDE], por razões que desconheço, só seguiam recortes de jornais relatando o que se tem passado na Assembleia Nacional.(...) Daqui para o futuro acompanharão os recortes uma lista detalhada dos mesmos e irão lacrados. Farto de malandros ando eu. (NSF - 1971.06.30)
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domingo, 8 de junho de 2008

Pequenos ditos que não são mexericos mas não só


- No que respeita aos homens, nem o riso, nem as lágrimas, nem a indignação, mas apenas o entendimento (Espinosa)
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- Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
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- Mal com os homens por amor del-rei e mal com el-rei por amor dos homens (Afonso de Albuquerque)
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- Aprender, Aprender Sempre (Lenine)
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- Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde sem Alarde, Boa Noite sem Açoite, e Viva a Vida com Alegria e Fantasia (V. Nogueira)
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- E Viva a Vida, com Alegria, Amor e Fantasia. Ah! ... e não esquecer alguns trocos para os gastos! (Victor Nogueira)
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- Somos todos uns pobres diabos,mesmo os génios. A ironia utilizo-a sempre não como um truque, mas como alguém que estivesse dentro de mim e me fosse dizendo "não te iludas" (Saramago)
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- O retrato fiel do que sou deixou-o escrito Gramsci: "Pessimista pela razão, optimista pela vontade.". Está tudo dito. (Saramago)
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- Sou aquilo que faço e não aquilo que digo e sou simultãneamente actor e espectador na Vida, que é um jogo simultâneo em vários tabuleiros e não uma tragédia ou um drama (V. Nogueira)
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"Ter a posse do poder e não ter a posse das consciências é ter um poder precário que a primeira convulsão fará ruir" (Salazar) in 1926 a 1974 - 48 anos sem direitos - Victor Nogueira
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- Pode-se enganar todas as pessoas por algum tempo e algumas pessoas durante todo o tempo. Mas não se pode enganar todo o mundo por todo o tempo. (Lincoln)
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- O trabalho é mais importante e é independente do que o capital. O capital é apenas o fruto do trabalho, e não existiria sem ele. O trabalho é superior ao capital e merece a consideração mais elevada. (Lincoln)
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- Antes, cumpre-nos a nós os presentes, dedicarmo-nos à importante tarefa que temos pela frente – que estes mortos veneráveis nos inspirem maior devoção à causa pela qual deram a última medida transbordante de devoção – que todos nós aqui presentes solenemente admitamos que esses homens não morreram em vão, que esta Nação com a graça de Deus venha gerar uma nova Liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desaparecerá da face da terra. (Abraham Lincoln - Discurso de Gettysburg (19 de Novembro de 1863) - texto na Série Discursos no blog

... scriptorium.index

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Complementos (ordem alfabética)
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1926 a 1974 - 48 anos sem direitos - Victor Nogueira
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25 de Abril - Reflexão e alguns dados - Victor Nogueira
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A «cartilha» continua a ser a mesma, a de Santa Comba? - Victor Nogueira
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A matança dos «inocentes», segundo a História do Senhor M. Lima - Victor Nogueira
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A mulher e o mundo do trabalho - Igualdade por cumprir - Victor Nogueira
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A subversão encapotada da Constituição - Victor Nogueira
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As eleições na Primavera Marcelista - 1969 - a «evolução na continuidade» - Victor Nogueira
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Achamentos, Descobrimentos ou Encontros de Culturas - uma outra abordagem ! - Victor Nogueira
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Ainda a VI Revisão Constitucional - Victor Nogueira
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Da Carta - Garcia de Resende e Victor Nogueira
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DAS KAPITAL E O MANIFESTO COMUNISTA - Victor Nogueira (poesia)
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De Negro Vermelho - Victor Nogueira (poesia)
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No Império: as demo-cráticas e a demoníacas nacionalizações, «tout court»
- Victor Nogueira
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É a guerra o monstro que ceifa a vida - Victor Nogueira (poesia)
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ELEGIA POR UMA CERTA JUVENTUDE
-- Victor Nogueira (poesia
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Eles são democratas - Victor Nogueira (poesia)
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Em Luta pela Defesa do Direito ao Trabalho à Saúde e a uma Vida com Dignidade - Victor
Nogueira
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Guerra, Descolonização e tentativa de branqueamento da história - Victor Nogueira
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LIBERDADE - Victor Nogueira (poesia)
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Massacres em Angola - 1961- pontos de vista -Victor Nogueira
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Memórias de Évora, do antigamente e do ISESE - Victor Nogueira
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Mortos com os «safanões» ordenados por Salazar e Caetano (2) - Victor Nogueira
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No Dia Internacional da Mulher - Victor Nogueira (poesia)
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Nós somos argila - Victor Nogueira (Poesia)
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O Alentejo Rural - antes e depois de Abril - Victor Nogueira
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O Dia da RAÇA e o que mais se lerá - Victor Nogueira
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O Direito à Vida acaba com o nascimento?- Textos de Victor Nogueira e Anabela Fino
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O governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desaparecerá da face da terra? - Victor Nogueira
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O maior português de todos os tempos (1) Zé Povinho ou Fernão Mendes Pinto ? - Victor Nogueira
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O nosso Partido - Victor Nogueira (Poesia)
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o que amo em ti é a vida
---Victor Nogueira (poesia)
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OS DIAS DA REVOLUÇÃO (notas soltas) - Victor Nogueira
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Portugal: descolonização exemplar ou traição criminosa? - Victor Nogueira
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Quem são e como são os Patrões portugueses - Victor Nogueira
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Raízes - Victor Nogueira (poesia)
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Reflexões sobre a história e os diferentes ângulos de visão - Victor Nogueira
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Salazar e a defesa de Portugal do Minho a Timor - Victor Nogueira
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Um outro ponto de vista sobre a crise em Portugal e no Mundo - Victor Nogueira
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Um 1º de Maio no tempo fascismo - Victor Nogueira
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Uma greve no antigamente - Victor Nogueira
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Uma sessão cultural em Évora - 1972 - Victor Nogueira
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Veramente Vero - Victor Nogueira (poesia)
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Vidas (5) - A fúria do Zé do Casarão - Victor Nogueira
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Vitória do Sim - IVG - Jerónimo de Sousa antecedida de nota de Victor Nogueira

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OBRIGADO - Victor Nogueira (poesia)
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CORAÇÃO ROSA DOS VENTOS - Victor Nogueira (poesia)
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NOTA IMPORTANTE
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Esta não é uma mensagem de SPAM mas sim enviada a alguém que por qualquer motivo conheço na vida real ou na WEB. Se não quiser receber mais mensagens devolva esta com a indicação «Retirar da Lista» na barra de assunto.

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Saudações do

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Victor Nogueira

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Interrogativamente

Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Fui como ervas e não me arrancaram (16) - Porque estou na Blogosfera


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* Victor Nogueira
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Como resposta alternativa aos blogs que vivem dum(a) editor(a) que se torna o centro das atenções perante o qual gravita o que eu chamo uma corte de admiradores ou aduladores, para tentar «provar» que é possível estar dum modo diferente na blogosfera ou nas salas de conversação que abandonei há muitos anos, criei «Ao Sabor do Olhar». Com ele pretendi e pretendo que a ribalta seja dos outros e que sirva para nos conhecermos e falarmos uns com os outros. Pretendi construir um blog diferente, onde me limito a gerir ou coordenar o trânsito! Se o consigo ou não, se consigo alargar os participantes «Ao Sabor do Olhar», o futuro o dirá. Depende sobretudo deles e pouco de mim.

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Com excepção de «Ao (es)correr da pena e do olhar» e do «Mu(n)do Phonographo», mais personalizados, para além do «Galeria & Photomaton» que se transformou num blog híbrido, para mim os mais importantes, para além do «Ao Sabor do Olhar», são o «D'ali e D'aqui» e o «Kant_O_XimPi»,[1] deste derivando todos os outros. Mas o Kant_O não é aquilo que eu queria e concebi, mas foi o caminho que por «incapacidade» minha tomou outro rumo para que não desaparecesse até conseguir de novo retomar o seu leme. Quanto ao «D’ali e d’aqui», não descola.

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Se me perguntarem se quero ter muitos leitores e comentadores, mentir-vos-ia se dissesse que não, no que se refere ao primeiro e aos dois últimos blogs que referi e de que sou editor. Quanto aos restantes, chega-me a reduzida afluência que a si própria se selecciona.

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Eu sei que tudo isto é virtual. Nunca me conseguiram passar rasteiras nas salas de conversação, donde resultaram amizades e trocas de telefonemas ou correspondência e alguns encontros. Mas aqui é muito fácil encenar uma peça, um personagem, um enredo. Porque a blogosfera não vive do imediatismo, da resposta pronta, do diálogo seguido. Nas salas de conversação, até confiar nas pessoas, eu era um nick. Aqui e na vida real eu sou sempre o Victor Nogueira . Conto com as vossas visitas, com as vossas (des)apreciações, com a vossa franqueza!

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Para quem me visita e vem por bem, aqui fica em reciprococidade a expressão da minha amizade ou estima, mesmo que apenas virtuais.
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Victor Manuel
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NOTA PÓSTUMA
2008.03.01
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Enganei-me e perdi, em quase toda a linha considerando os objectivos traçados, incluindo o
Kant_o_Photomático. Afinal e naturalmente a blogosfera é o espelho e o reflexo das pessoas com as virtudes e defeitos da sociedade em que estão ou em questão. Nada descobri que Lenine não tivesse já formulado a respeito dos e das agentes da Revolução.
A Blogosfera pode ser um meio, mas não é seguramente o principal. Porque na Web a acção é individual e não colectiva tal como a consciência de cada um(a) que na blogosfera participa. Quem está na Web é um privilegiado/a.
A Vida, sem ilusão,
de miséria, mau cheiro, fome, doença, violência, guerra, pensamento que se quer único e castrador, de fealdade, muitas vezes nauseabunda e da qual afastamos o olhar, essa está lá fora. Na Web reflecte-se apenas ao olhar o seu cortejo de pequenos ou grandes egoísmos, de individualismo, vaidade e lisonja quanto baste e seja necessário ou de generosidade, de efectiva solidariedade. Mas quase sempre dum modo asséptico, inodoro, silencioso, virtual quanto baste e não incomode nem estrague o sono. Porquê trazer para a Web a Vida que está lá fora, chata, stressante, não é?
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Victor Nogueira
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Em 8 de Junho de 2008 decidi re-abrir ao público o
Carpe Diem - Atrás do Tempo Tempo Vem ?
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Na encruzilhada dum novo rumo que necessariamente terei de dar-lhe, ficam por enquanto balões de oxigénio. :-)
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[1]
«Porquê Kant_O_XimPi ? »

4 comentários:

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Ilusionismo Quadrilátero

ILUSIONISMO
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* Victor Nogueira .
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Ele há um tempo p’ra tudo na vida
Cantando hora, minuto, segundo;
Por isso sempre existe uma saída
Enquanto nós estivermos neste mundo.
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Há um tempo para não fenecer
Há mar, sol, luar e aves com astros
Há uma hora p'ra amar ou morrer
E tempo para não se ficar de rastos.
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P'ra isso e' preciso sabedoria
Em busca dum bom momento, oportuno,
Com ar, bom vinho, pão e cantoria,
Sem se confundir a nuvem com Juno.
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1991.08.11 - SETUBAL