Tempo em Setúbal

terça-feira, 24 de junho de 2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

10 de Junho - O Dia da RAÇA e o que mais se lerá



Helena Vieira da Silva

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Évora - manifestação dos trabalhadores agrícolas (Largo junto à Porta de Avis ?)

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Évora - manifestação dos trabalhadores agrícolas

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Fotos de Victor Nogueira




[expo_abelmanta_grande.jpg]

João Abel Manta

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Lisboa - Mural (apagado) na Rua António Maria Cardoso (sede da PIDE/DGS)
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Foto de Victor Nogueira
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Abril em Maio após Novembro (1)

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O Sonho ...
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As eleições na Primavera Marcelista - 1969 - a «evolução na continuidade»

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Victor Nogueira

Esta última carta foi colectiamente subscrita por mim e mais dois ou três colegas meus e remetida tal como a anterior aos jornais da oposição
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clicar nas imagens para ler


Na «Primavera» Marcelista de Marcello, este, num gesto «largo e generoso», mal-citando eu Pessoa (1), permitiu o regresso de dois exildos políticos, Mário Soares e D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto. Para alguém mínimamente (in)formado tratava-se duma operação de cosmética, pois os exilados no Tarrafal, em S.Nicolau, em Caxias ou em Peniche continuaram no exílio com «seguras» medidas de protecção.

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Continua em As eleições na Primavera Marcelista - 1969 - a «evolução na continuidade» - Victor Nogueira

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O Dia da RAÇA e o que mais se lerá
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* Victor Nogueira
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Dentro de momentos a Praça do Giraldo será cenário duma manifestação [do 10 de Junho] que pretendem grandiosa e durante a qual se enaltecerá essa gloriosa e alegremente sacrificada juventude portuguesa que em terras de África defende a herança dos seus avoengos, numa guerra santa sobre cujos fundamentos se não admitem dúvidas. Entretanto a Universidade de Coimbra está em greve desde há largas semanas, greve de que os jornais não falam, a não ser publicando os diversos e por vezes incoerentes e inverosímeis comunicados das autoridades académicas. A música continua a ser monoral. (...) Está uma manhã cheia de sol, contrastando com o pluvioso e cinzento dia de ontem. Pela janela aberta chegam‑me aos ouvidos o chilrear dos pássaros e os discursos transmitidos pelos autofalantes, na cerimónia que se realiza a dois passos daqui, entrecortados por salvas de palmas. (NSF - 1969.06.10)
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Isto por cá não anda muito bom. As greves sucedem‑se diariamente - só por portas travessas se sabe - e as deserções do exército, nomeadamente dos oficiais milicianos, continuam a verificar‑se. Entretanto o problema do Ultramar continua a ser explorado emocionalmente, com completo desrespeito pelos interesses do povo português. A emigração aumenta. A nau mete água por muitos rombos. (NSF - 1970.07.18)
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No Giraldo Square erguem-se bancadas e toldos, que vedavam ao trânsito automóvel a rua da Selaria (ou 5 de Outubro). O Giraldo é uma "bancadaria" para [comemorações d]o 10 de Junho, que este ano deve ser comemorado em grande, para compensar os desastres que se vão averbando na Guiné e no Norte de Moçambique. (...) Domingo próximo, em Portugal de lés‑a‑lés, viver‑se‑ão jornadas de fervor patriótico! (MCG - 1973.06.07)
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Ontem à noite (1973.10.24), no regresso de Arraiolos, muitos Mercedes a caminho de Évora, onde às 21:30 alentejanos cinzentos de ar sisudo aguardavam ordeiramente o início da sessão de propaganda da ANP [Acção Nacional Popular]. Debaixo dos arcos [arcadas], uma fila de homens, com ar humilde e jeito de rebanho descido da camioneta, dirigia‑se para o cinema onde se realizaria a tal sessão. A Oposição não comparecerá as eleições no domingo. O Marcelo [Caetano] bater‑se‑à contra nada. (MCG - 1973.10.25).
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Levanto os olhos e vejo muitos magalas, na sua farda verde oliva. Andam também pelas ruas, aos grupos, espalhafatosos, como quem já tem o seu grão na asa. "Cheira‑me" que haverá dentro em breve mais um contingente para a guerra em África. Alguns escrevem, curvados sobre o papel, a caneta firme na mão, como quem não está habituado a frequentes escrituras. Parecem rapazes muito novinhos; uns conversam, irrequietamente, outros têm um ar absorto, ausente.
(MCG - 1973.11.26)
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Hoje foi o Dia da Polícia e está explicado porquê toda a semana têm desfilado pelas ruas da cidade: preparação do grande acontecimento, em que estrearam os capacetes cinzentos com viseira protectora, espingarda de baioneta calada ao ombro, deixando, na esquadra, o escudo protector das pedradas dos manifestantes. 50 000 mil contos teria sido a quantia gasta nos últimos tempos pelo Governo para equipar a polícia. Ah! Ah! Os tempos vão desassossegados! (1974.03.12)
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Dizia a BBC ontem que prosseguia o chamado "julgamento" das 3 Marias (Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa) autoras dum livro chamado "Novas Cartas Portuguesas" sobre problemas da mulher portuguesa, que a acusação pública considera pornográfico e ofensivo da moral e dos bons costumes. Mas uma das testemunhas de defesa, Maria Emília... , afirmou que ofensivo da moral e dos bons costumes era o facto duma mulher não poder andar na rua e transportes públicos em Lisboa (e em Évora ?) sem ouvir piropos indecorosos e ser apalpada. Referiu também as vantagens que os homens da classe alta tiram impunemente da sua posição sobre as jovens das classes inferiores. (MCG - 1974.03.21)
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ler o resto em O Dia da RAÇA e o que mais se lerá
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Um 1º de Maio no tempo do fascismo

O 1º de Maio é um dia dos trabalhadores comemorado em muito países desde 1889, por vezes em festa mas quase sempre em luta por melhores condições de vida e de trabalho. O mesmo sucedeu em Portugal na longa noite fascista, apesar de repressão e da negação de direitos elementares, como os de associação, manifestação e reunião.

Ao folhear jornais desse tempo encontramos o 1º de Maio de 1962 segundo o Diário de Notícias de 3 de Maio, de que transcrevemos partes essenciais, mantendo os subtítulos originais: (...)

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continua em Um 1º de Maio no tempo do fascismo - Victor Nogueira

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Arraiolos - Inquéritos às Condições de Vida e de Trabalho (1973)

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Arraiolos

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Os inquéritos vão correndo. Não acredito no trabalho que estou fazendo - uma maneira do Ministério das Corporações e Previdência Social despender umas massas dos contribuintes sem que para eles advenham benefícios. Com uma semana de inquéritos sou capaz de fazer um relatório sobre a situação dos trabalhadores do concelho de Arraiolos, que não diferiria muito dos resultados que se virão a apurar com o tratamento estatístico das informações obtidas. Qualitativamente melhor. A maioria das respostas parecem tiradas a papel químico.
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continua em
O Alentejo Rural - antes e depois de Abril - Victor Nogueira
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Evolução de Évora – a situação em 1975


A Rádio Renascença transmite "Os Vampiros", do Zeca Afonso! Rei morto, Rei posto! A Junta de Salvação Nacional, como a si própria se intitula, abre a tarracha e já hoje tornou público o seu programa, cujo ponto limite é a realização de eleições gerais para a Assembleia Constituinte e Presidente da República no prazo de 12 meses.

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No café Estrela, velhos falam dizendo que os jovens de agora são melhores que no seu tempo: "A gente também não concordava com o Salazar mas nunca tivemos coragem de fazermos o que eles fizeram.". Nas imagens que a RTP transmite a nota dominante entre os manifestantes e os mirones era a juventude. Outro velho diz que nunca foi marcelista. (MCG - 1974.04.26)

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continua em OS DIAS DA REVOLUÇÃO (notas soltas) - Victor Nogueira

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Bónus
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Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades em Setúbal
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O que sucedeu a 28 de Maio 28 de mayo 28 mai May 28 28 maggio


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Quanto à correspondência violada [pela PIDE], por razões que desconheço, só seguiam recortes de jornais relatando o que se tem passado na Assembleia Nacional.(...) Daqui para o futuro acompanharão os recortes uma lista detalhada dos mesmos e irão lacrados. Farto de malandros ando eu. (NSF - 1971.06.30)
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domingo, 8 de junho de 2008

Pequenos ditos que não são mexericos mas não só


- No que respeita aos homens, nem o riso, nem as lágrimas, nem a indignação, mas apenas o entendimento (Espinosa)
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- Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
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- Mal com os homens por amor del-rei e mal com el-rei por amor dos homens (Afonso de Albuquerque)
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- Aprender, Aprender Sempre (Lenine)
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- Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde sem Alarde, Boa Noite sem Açoite, e Viva a Vida com Alegria e Fantasia (V. Nogueira)
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- E Viva a Vida, com Alegria, Amor e Fantasia. Ah! ... e não esquecer alguns trocos para os gastos! (Victor Nogueira)
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- Somos todos uns pobres diabos,mesmo os génios. A ironia utilizo-a sempre não como um truque, mas como alguém que estivesse dentro de mim e me fosse dizendo "não te iludas" (Saramago)
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- O retrato fiel do que sou deixou-o escrito Gramsci: "Pessimista pela razão, optimista pela vontade.". Está tudo dito. (Saramago)
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- Sou aquilo que faço e não aquilo que digo e sou simultãneamente actor e espectador na Vida, que é um jogo simultâneo em vários tabuleiros e não uma tragédia ou um drama (V. Nogueira)
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"Ter a posse do poder e não ter a posse das consciências é ter um poder precário que a primeira convulsão fará ruir" (Salazar) in 1926 a 1974 - 48 anos sem direitos - Victor Nogueira
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- Pode-se enganar todas as pessoas por algum tempo e algumas pessoas durante todo o tempo. Mas não se pode enganar todo o mundo por todo o tempo. (Lincoln)
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- O trabalho é mais importante e é independente do que o capital. O capital é apenas o fruto do trabalho, e não existiria sem ele. O trabalho é superior ao capital e merece a consideração mais elevada. (Lincoln)
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- Antes, cumpre-nos a nós os presentes, dedicarmo-nos à importante tarefa que temos pela frente – que estes mortos veneráveis nos inspirem maior devoção à causa pela qual deram a última medida transbordante de devoção – que todos nós aqui presentes solenemente admitamos que esses homens não morreram em vão, que esta Nação com a graça de Deus venha gerar uma nova Liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desaparecerá da face da terra. (Abraham Lincoln - Discurso de Gettysburg (19 de Novembro de 1863) - texto na Série Discursos no blog

... scriptorium.index

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Complementos (ordem alfabética)
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1926 a 1974 - 48 anos sem direitos - Victor Nogueira
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25 de Abril - Reflexão e alguns dados - Victor Nogueira
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A «cartilha» continua a ser a mesma, a de Santa Comba? - Victor Nogueira
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A matança dos «inocentes», segundo a História do Senhor M. Lima - Victor Nogueira
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A mulher e o mundo do trabalho - Igualdade por cumprir - Victor Nogueira
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A subversão encapotada da Constituição - Victor Nogueira
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As eleições na Primavera Marcelista - 1969 - a «evolução na continuidade» - Victor Nogueira
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Achamentos, Descobrimentos ou Encontros de Culturas - uma outra abordagem ! - Victor Nogueira
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Ainda a VI Revisão Constitucional - Victor Nogueira
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Da Carta - Garcia de Resende e Victor Nogueira
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DAS KAPITAL E O MANIFESTO COMUNISTA - Victor Nogueira (poesia)
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De Negro Vermelho - Victor Nogueira (poesia)
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No Império: as demo-cráticas e a demoníacas nacionalizações, «tout court»
- Victor Nogueira
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É a guerra o monstro que ceifa a vida - Victor Nogueira (poesia)
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ELEGIA POR UMA CERTA JUVENTUDE
-- Victor Nogueira (poesia
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Eles são democratas - Victor Nogueira (poesia)
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Em Luta pela Defesa do Direito ao Trabalho à Saúde e a uma Vida com Dignidade - Victor
Nogueira
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Guerra, Descolonização e tentativa de branqueamento da história - Victor Nogueira
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LIBERDADE - Victor Nogueira (poesia)
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Massacres em Angola - 1961- pontos de vista -Victor Nogueira
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Memórias de Évora, do antigamente e do ISESE - Victor Nogueira
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Mortos com os «safanões» ordenados por Salazar e Caetano (2) - Victor Nogueira
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No Dia Internacional da Mulher - Victor Nogueira (poesia)
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Nós somos argila - Victor Nogueira (Poesia)
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O Alentejo Rural - antes e depois de Abril - Victor Nogueira
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O Dia da RAÇA e o que mais se lerá - Victor Nogueira
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O Direito à Vida acaba com o nascimento?- Textos de Victor Nogueira e Anabela Fino
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O governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desaparecerá da face da terra? - Victor Nogueira
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O maior português de todos os tempos (1) Zé Povinho ou Fernão Mendes Pinto ? - Victor Nogueira
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O nosso Partido - Victor Nogueira (Poesia)
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o que amo em ti é a vida
---Victor Nogueira (poesia)
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OS DIAS DA REVOLUÇÃO (notas soltas) - Victor Nogueira
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Portugal: descolonização exemplar ou traição criminosa? - Victor Nogueira
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Quem são e como são os Patrões portugueses - Victor Nogueira
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Raízes - Victor Nogueira (poesia)
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Reflexões sobre a história e os diferentes ângulos de visão - Victor Nogueira
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Salazar e a defesa de Portugal do Minho a Timor - Victor Nogueira
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Um outro ponto de vista sobre a crise em Portugal e no Mundo - Victor Nogueira
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Um 1º de Maio no tempo fascismo - Victor Nogueira
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Uma greve no antigamente - Victor Nogueira
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Uma sessão cultural em Évora - 1972 - Victor Nogueira
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Veramente Vero - Victor Nogueira (poesia)
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Vidas (5) - A fúria do Zé do Casarão - Victor Nogueira
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Vitória do Sim - IVG - Jerónimo de Sousa antecedida de nota de Victor Nogueira

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OBRIGADO - Victor Nogueira (poesia)
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CORAÇÃO ROSA DOS VENTOS - Victor Nogueira (poesia)
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NOTA IMPORTANTE
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Esta não é uma mensagem de SPAM mas sim enviada a alguém que por qualquer motivo conheço na vida real ou na WEB. Se não quiser receber mais mensagens devolva esta com a indicação «Retirar da Lista» na barra de assunto.

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Saudações do

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Victor Nogueira

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Interrogativamente

Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Fui como ervas e não me arrancaram (16) - Porque estou na Blogosfera


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* Victor Nogueira
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Como resposta alternativa aos blogs que vivem dum(a) editor(a) que se torna o centro das atenções perante o qual gravita o que eu chamo uma corte de admiradores ou aduladores, para tentar «provar» que é possível estar dum modo diferente na blogosfera ou nas salas de conversação que abandonei há muitos anos, criei «Ao Sabor do Olhar». Com ele pretendi e pretendo que a ribalta seja dos outros e que sirva para nos conhecermos e falarmos uns com os outros. Pretendi construir um blog diferente, onde me limito a gerir ou coordenar o trânsito! Se o consigo ou não, se consigo alargar os participantes «Ao Sabor do Olhar», o futuro o dirá. Depende sobretudo deles e pouco de mim.

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Com excepção de «Ao (es)correr da pena e do olhar» e do «Mu(n)do Phonographo», mais personalizados, para além do «Galeria & Photomaton» que se transformou num blog híbrido, para mim os mais importantes, para além do «Ao Sabor do Olhar», são o «D'ali e D'aqui» e o «Kant_O_XimPi»,[1] deste derivando todos os outros. Mas o Kant_O não é aquilo que eu queria e concebi, mas foi o caminho que por «incapacidade» minha tomou outro rumo para que não desaparecesse até conseguir de novo retomar o seu leme. Quanto ao «D’ali e d’aqui», não descola.

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Se me perguntarem se quero ter muitos leitores e comentadores, mentir-vos-ia se dissesse que não, no que se refere ao primeiro e aos dois últimos blogs que referi e de que sou editor. Quanto aos restantes, chega-me a reduzida afluência que a si própria se selecciona.

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Eu sei que tudo isto é virtual. Nunca me conseguiram passar rasteiras nas salas de conversação, donde resultaram amizades e trocas de telefonemas ou correspondência e alguns encontros. Mas aqui é muito fácil encenar uma peça, um personagem, um enredo. Porque a blogosfera não vive do imediatismo, da resposta pronta, do diálogo seguido. Nas salas de conversação, até confiar nas pessoas, eu era um nick. Aqui e na vida real eu sou sempre o Victor Nogueira . Conto com as vossas visitas, com as vossas (des)apreciações, com a vossa franqueza!

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Para quem me visita e vem por bem, aqui fica em reciprococidade a expressão da minha amizade ou estima, mesmo que apenas virtuais.
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Victor Manuel
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NOTA PÓSTUMA
2008.03.01
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Enganei-me e perdi, em quase toda a linha considerando os objectivos traçados, incluindo o
Kant_o_Photomático. Afinal e naturalmente a blogosfera é o espelho e o reflexo das pessoas com as virtudes e defeitos da sociedade em que estão ou em questão. Nada descobri que Lenine não tivesse já formulado a respeito dos e das agentes da Revolução.
A Blogosfera pode ser um meio, mas não é seguramente o principal. Porque na Web a acção é individual e não colectiva tal como a consciência de cada um(a) que na blogosfera participa. Quem está na Web é um privilegiado/a.
A Vida, sem ilusão,
de miséria, mau cheiro, fome, doença, violência, guerra, pensamento que se quer único e castrador, de fealdade, muitas vezes nauseabunda e da qual afastamos o olhar, essa está lá fora. Na Web reflecte-se apenas ao olhar o seu cortejo de pequenos ou grandes egoísmos, de individualismo, vaidade e lisonja quanto baste e seja necessário ou de generosidade, de efectiva solidariedade. Mas quase sempre dum modo asséptico, inodoro, silencioso, virtual quanto baste e não incomode nem estrague o sono. Porquê trazer para a Web a Vida que está lá fora, chata, stressante, não é?
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Victor Nogueira
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Em 8 de Junho de 2008 decidi re-abrir ao público o
Carpe Diem - Atrás do Tempo Tempo Vem ?
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Na encruzilhada dum novo rumo que necessariamente terei de dar-lhe, ficam por enquanto balões de oxigénio. :-)
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[1]
«Porquê Kant_O_XimPi ? »

4 comentários:

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Quis saber quem sou e o que faço aqui

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

25 de Abril - Vídeos, Sons e Imagens que fizeram História


Marius70

25 de Abril... Sempre!

Cantores de Intervenção


Vídeos, Sons e Imagens que fizeram História



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Remetido por Lena
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clicar na imagem para aumentar
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Na encruzilhada dos 4 Caminhos, enquanto não se vira de agulha


Quarta-feira, Setembro 20, 2006



EUGÉNIO DE ANDRADE - Três poemas

SERÃO PALAVRAS SÓ

Diremos prado bosque
primavera,
e tudo o que dissermos
é só para dizermos
que fomos jovens.

Diremos mãe amor
um barco
e só diremos
que nada há
para levar ao coração.

Diremos terra ou mar
ou madressilva,
mas sem música no sangue
serão palavras só,
e só palavras, o que diremos.

(Eugénio de Andrade)

Lisboa ...

Alguém diz com lentidão:
"Lisboa, sabes ..."
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus
e degraus até ao rio.

Eu sei. E tu sabias?

(Eugénio de Andrade)


34. Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos como animais envelhecidos;
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor
vamos caindo ao chão apodrecidos.

(Eugénio de Andrade)
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Ilusionismo Quadrilátero

ILUSIONISMO
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* Victor Nogueira .
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Ele há um tempo p’ra tudo na vida
Cantando hora, minuto, segundo;
Por isso sempre existe uma saída
Enquanto nós estivermos neste mundo.
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Há um tempo para não fenecer
Há mar, sol, luar e aves com astros
Há uma hora p'ra amar ou morrer
E tempo para não se ficar de rastos.
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P'ra isso e' preciso sabedoria
Em busca dum bom momento, oportuno,
Com ar, bom vinho, pão e cantoria,
Sem se confundir a nuvem com Juno.
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1991.08.11 - SETUBAL