Tempo em Setúbal

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Elvis Presley - Blue Moon Of Kentucky


Blue moon, blue moon, blue moon,
keep shining bright.
Blue moon, keep on shining bright,
You're gonna bring me back my baby tonight,
Blue moon, keep shining bright.
I said blue moon of Kentucky
keep on shining,
Shine on the one that's gone and left me blue.
I said blue moon of Kentucky
keep on shining,
Shine on the one that's gone and left me blue.
Well, it was on one moonlight night,
Stars shining bright,
Wish blown high
Love said good-bye.
Blue moon of Kentucky
Keep on shining.
Shine on the one that's gone and left me blue.
Well, I said blue moon of Kentucky
Just keep on shining.
Shine on the one that's gone and left me blue.
I said blue moon of Kentucky
keep on shining.
Shine on the one that's gone and left me blue.
Well, it was on one moonlight night,
Stars shining bright,
Wish blown high
Love said good-bye.
Blue moon of Kentucky

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

The Carpenters - Yesterday Once More

Martin Sejas

When I was young
I'd listened to the radio
Waitin' for my favorite songs
When they played I'd sing along
It made me smile

Those were such happy times
And not so long ago
How I wondered where they'd gone
But they're back again
Just like a long lost friend
All the songs I loved so well

(*) Every Sha-la-la-la
Every Wo-wo-wo
Still shines
Every shing-a-ling-a-ling
That they're starting to sing's
So fine

When they get to the part
Where he's breakin' her heart
It can really make me cry
Just like before
It's yesterday once more

Lookin' back on how it was
In years gone by
And the good times that I had
Makes today seem rather sad
So much has changed

It was songs of love that
I would sing to then
And I'd memorize each word
Those old melodies
Still sound so good to me
As they melt the years away

Repeat (*)
All my best memories
Come back clearly to me
Some can even make me cry
Just like before
It's yesterday once more

Repeat (*)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Abandono ou Fado de Peniche


David Mourão-Ferreira

Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia.

Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o mar.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Harold Pinter - Feliz Aniversário

Don't Panic

FELIZ ANIVERSÁRIO

Written by Don't Panic / 02 Jul 2012 / 0 Comentários
Feliz Aniversário | No Teatro da Politécnica | Don't Panic online Revista
FELIZ ANIVERSÁRIO de Harold Pinter
Tradução Artur Ramos e Jaime Salazar Sampaio Com Alexandra Viveiros, Américo Silva, Andreia Bento, António Simão, Rúben Gomes e Tiago Matias
Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves
Luz Pedro Domingos
Encenação Jorge Silva Melo
M12

No Teatro da Politécnica de 5 de Setembro a 27 de Outubro 3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | sáb às16h00 e às 21h00

"McCann Importa-se de se sentar?
Stanley Importo-me, sim.
McCann Pois é, mas é melhor sentar-se.
Stanley Porque é que não se senta você?
McCann Não sou eu, é você.
Stanley Não, obrigado.
"

- Harold Pinter, Feliz Aniversário

Voltamos a Harold Pinter, mestre, poeta, amigo. E voltamos ao princípio, à sua primeira peça longa, Feliz Aniversário, de 1957, a peça que o revelou - e que foi assim saudada por Harold Hobson: "Teatralmente, Feliz Aniversário é cativante. É espirituosa. As personagens são fascinantes. O enredo, que consiste em todo o tipo de arabescos verbais e explorações da memória e da imaginação, como se saísse por uma torneira, é de primeira qualidade. Toda a peça tem a atmosfera de terror delicioso, inatingível e de pôr os cabelos em pé que também possuem as melhores histórias do mundo. Pinter percebeu um dos factos mais básicos da existência humana: vivemos à beira do desastre." The Times, 1957

E voltamos com a tradução que foi feita em 1967, por dois outros amigos que a morte já levou, Artur Ramos e Jaime Salazar Sampaio.

HAROLD PINTER nasceu em 1930. Começou por ser actor (com o nome David Baron) e em 1957 escreveu a sua primeira peça, The Room. Autor fundamental do teatro contemporâneo, encenou e representou algumas das suas mais de trinta peças, que foram traduzidas e encenadas por todo o mundo. Escreveu também para rádio, televisão e cinema, onde é difícil esquecer a colaboração com Joseph Losey. Recebeu diversos prémios e distinções: recentemente, o título de Companion of Honour da Rainha e o Nobel da Literatura. Os Artistas Unidos realizaram um ciclo Harold Pinter durante as temporadas de 2001/2/3. Na ocasião, a editora Relógio d´Água publicou dois volumes com as peças mais importantes do autor. Morreu a 24 de Dezembro de 2008 em Londres.

http://www.dontpaniconline.com.pt/magazine/feliz-aniversrio

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Toni de Matos - Vendaval



Pedro MarquesPedro Marques



O vendaval passou, nada mais resta
A nau do meu amor tem outro rumo
Igual a tudo aquilo que não presta
O amor que me prendeu desfez-se em fumo

Navego agora em mar de calmaria
Ao sabor da maré em verdes águas
Ao leme, o esquecimento e a alegria
Vai deixando para trás as minha mágoas

P’ra onde vou, não sei
O que farei, sei lá
Só sei que me encontrei e que eu sou eu, enfim
E sei que ninguém mais rirá de mim

Junto da cais ficou a tua imagem
Mal a distingo, já desmaecida
Comigo a alegrar-me a viagem
Vão andorinhas de paz, de nova vida

Sigo tranquilo o rumo da esperança
Buscando aquela paz apetecida
Para ti um fui um lago de bonança
E tu o vendaval na minha vida

domingo, 11 de novembro de 2012

Amália - Fria Claridade



Américo PereiraAmérico Pereira·


Amália Rodrigues - Fria Claridade

No meio da claridade,
Daquele tão triste dia,
Grande, grande era a cidade,
E ninguém me conhecia!
Então passaram por mim
Dois olhos lindos, depois,
Julguei sonhar, vendo enfim,
Dois olhos, como há só dois?
Em todos os meus sentidos,
Tive presságios de Deus.
E aqueles olhos tão lindos
Afastaram-se dos meus!
Acordei, a claridade
Fez-se maior e mais fria.
Grande, grande era a cidade,
E ninguém me conhecia!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O QUE RESTA DO DIA de Judith Herzberg




o café dos loucos

Judith Herzberg


CAIXAS

Porque durante a guerra nos falavam sempre

de antes da guerra, de como eram
ingénuos, tenho agora o máximo cuidado,
ao deitar qualquer coisa fora, por exemplo,
uma caixa de papelão, peço a Deus
para que a caixa não volte nunca
a assaltar-me em forma de remorso;
lembras-te ainda como nós, despreocupados,
deitávamos fora caixas sem pensar!
Se tivéssemos guardado pelo menos uma,
se tivéssemos guardado pelo menos uma!


Judith Herzberg, in "o que resta do dia" cavalo de ferro, 2007



Judith Herzberg nasceu em 1934 em Amesterdão. É uma das vozes mais representativas da poesia contemporânea europeia, contando com inúmeros prémios e traduções em vários idiomas.
A vasta obra poética de Judith Herzberg é composta por títulos como: «Zeepost» (1963); «Beemdgras» (1968); «Vliegen» (1970); «Strijkliicht» (1971); «27 Liedesliedjes» (1971); «Botshol» (1981); «Dagrest» (1984), «Dat Engels geen au heef» (1985), «Zoals» (1992); «Doen en laten» (1994); «Wat zij wilde schilderen» (1996); «Bijvangst» (1999); «Staalkaart» (2000); «Weet je wat ik ooj nooit wet» (2003); «Soms vaak» (2004); «Zijtak» (2007).
Judith Herzberg tem também desde os anos 70 vindo a publicar peças de teatro, ensaios, argumentos cinematográficos, peças para a televisão e muitas traduções. Em Portugal, os Artistas Unidos foram responsáveis pela publicação de três das suas peças de teatro: «Os Casamentos de Lea», «A Fábrica de Nada», «Talvez Viajar».
***

Enterrado


As agulhas do calor e do ódio

espetadas na minha roupa emprestada
quando um dia de Verão temos de entregá-lo
por baixo de árvores experientes,
os açougueiros embuçados de negro
torsos embalsamados, costas recurvadas, 
que páram o cortejo
com um último 
passo rotineiro
enquanto os cangalheiros – oito longas patas 
de aranha com ele, 
o coração morto,
seguem colina acima, rangendo com os pés
no saibro 
exactos, solenes, impassíveis.
E nós ali de pé, meio desamparados, 
com a esperança em fuga desenfreada
e uma pressa incompreensível;
os últimos dez minutos
antes de uma amputação.

Entre eras glaciares


Cada um de nós tem a sua força de gravidade,

cada um de nós obrigado a desabar de 
pensamentos,
assim noto como é estranho
um avião projecta sombra 
reluzindo por um átimo ao sol
e nós deitados na relva 
entre margaridas 
a tapar os ouvidos por causa do barulho
e continuar depois a conversar como se o Agora
não fosse o último momento de uma fase.
Uma tarde para recordar, um ano para recordar.
a relva firme e viçosa, o sol escaldante
(a calote de gelo da Groenlândia ainda não 
derretida,
nós ainda não arrastados pelas águas) flores 
da infância
como estas com um cheiro muito antigo 
tão brancas, tão amargas e tão margaridas,
e um avião que não faz mal a ninguém.


Coragem


A noite deixou-me outra vez transtornada

lentamente a manhã se enche 
de palavras que eu sei de certeza
que significavam alguma coisa, mas o quê?
que ontem significavam alguma coisa.
Andar é balançar sobre os pés,
vejo na rua os seres de sangue quente 
que tiveram também a inexplicável coragem 
de se levantarem
em vez de ficarem deitados.
Nunca ninguém tem a certeza de nada,
de ser amado, de ser abandonado
tudo é possível e tudo é permitido
tudo sucede em alternância.
Agora me lembro o que queria dizer:
enquanto isso não trouxer infelicidade 
é uma sensação agradável. Mas no fundo
somos doces como Turkish Delight
numa lata cheia de pregos.


tradução 

ana maria carvalho lemmens

http://www.culturgest.pt/docs/judith_herzberg.pdf




O QUE RESTA DO DIA de Judith Herzberg
Tradução de Ana Maria Carvalho Lemmens
Edições Cavalo de Ferro


Sinopse
Judith Herzberg é um dos maiores poetas holandeses e uma das vozes mais representativas da poesia contemporânea europeia, contando com inúmeros prémios e traduções em vários idiomas. Os poemas desta edição, seleccionados pela própria autora, abrangem exclusivamente os primeiros vinte anos da sua vasta e importante carreira poética.


Ilusionismo Quadrilátero

ILUSIONISMO
.

* Victor Nogueira .
.
Ele há um tempo p’ra tudo na vida
Cantando hora, minuto, segundo;
Por isso sempre existe uma saída
Enquanto nós estivermos neste mundo.
.
Há um tempo para não fenecer
Há mar, sol, luar e aves com astros
Há uma hora p'ra amar ou morrer
E tempo para não se ficar de rastos.
.
P'ra isso e' preciso sabedoria
Em busca dum bom momento, oportuno,
Com ar, bom vinho, pão e cantoria,
Sem se confundir a nuvem com Juno.
.
1991.08.11 - SETUBAL