Tempo em Setúbal

sábado, 22 de janeiro de 2011

Tu és o meu calendário - Amélia Muge

Tu és o meu calendário
És as minhas estações
É Inverno se entristeces
É Domingo se apareces
E se te zangas é claro
Chega o tempo das monções

O Tempo que não é tempo
O Tempo que nunca foi
O Tempo que enamorado
Se agiganta, está parado
Num tempo que nunca há…
O Tempo que em ti se inventa
Que se desdobra na manta
Onde ele próprio se assenta
E que connosco se encanta.
Num Tempo que assim será…

Tu és o meu calendário
És as minhas estações
É Inverno se entristeces
É Domingo se apareces
E se te zangas é claro
Chega o Tempo das monções

És o dia que amanhece
Num lençol de rosa chá
És a tarde que demora
Que se estende noite fora
Regendo tudo o que está…
O teu corpo marca as horas
Férias, pontes, tanto faz,
No relógio dos teus braços,
Entre pressas e demoras,
O tempo anda para trás...

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Ilusionismo Quadrilátero

ILUSIONISMO
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* Victor Nogueira .
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Ele há um tempo p’ra tudo na vida
Cantando hora, minuto, segundo;
Por isso sempre existe uma saída
Enquanto nós estivermos neste mundo.
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Há um tempo para não fenecer
Há mar, sol, luar e aves com astros
Há uma hora p'ra amar ou morrer
E tempo para não se ficar de rastos.
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P'ra isso e' preciso sabedoria
Em busca dum bom momento, oportuno,
Com ar, bom vinho, pão e cantoria,
Sem se confundir a nuvem com Juno.
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1991.08.11 - SETUBAL